quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Lição 9 A Necessidade de Termos uma Vida Santa



              Lição 9 A Necessidade de Termos uma Vida Santa

INTRODUÇÃO: Quando o pecador se arrepende e aceita Jesus como seu Salvador pessoal, ele é justificado, regenerado, santificado e adotado na família de Deus. A santificação é especialidade do Espírito Santo; é instantânea, mas ao mesmo tempo progressiva, pois esse processo continua na vida do crente. O presente estudo pretende explicar a necessidade e a possibilidade de uma vida santa.

Comentarista: Pastor Esequias Soares é líder da Assembleia de Deus em Jundiaí – SP, graduado em Letras (Hebraico) pela Universidade de São Paulo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana
Mackenzie, professor de Hebraico, Grego e Apologia Cristã. Conferencista e palestrante em diversas eventos e igrejas no Brasil e no exterior, sempre alertando contra as falsas doutrinas e seitas. https://youtu.be/2Evr_JGD7Fs 

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#1.DEFININDO OS TERMOS

1. A santidade de Deus: Essa santidade é absoluta, pois Deus é santo em seu caráter e essência, conforme disse o profeta Amos, em duas ocasiões: "Jurou o Senhor Jeová, pela sua santidade" e "Jurou o Senhor Jeová pela sua alma" (Am 4.2; 6.8). A santidade é característica fundamental de Deus (Is 6.3; Ap 4.8). Ele é singular por causa de sua majestade infinita e também em virtude de se tratar de um Ser totalmente distinto e separado, em pureza, de suas criaturas (SI 99.1-5). Essa santidade é a plenitude gloriosa da excelência moral de Deus, que existe nEle e que nEle se originou, não tendo sido derivada de ninguém: "Não há santo como é o SENHOR [...]" (1 Sm 2.2).

(Is.6. 1 NO ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. 2 Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. 3 E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória).

2. Significado: O verbo hebraico qadash,"ser santo", e seus derivados "santo, santificar, dedicar, consagrar", no Antigo Testamento, significam "separar". Quando aplicado à religião de Israel, tem a ideia de "separar para Deus, retirar do uso comum", tal como pode ser visto em Levítico 10.10. Isso vale para lugares (Êx 3.5), casas e campos (Lv 17.14,16), utensílios e animais (Lv 8.10,11; 10.12,13,17), o ouro do Templo (Mt 23.17,19), pessoas (Êx 28.41) e muitas outras coisas, como dias santos, festas, etc. Assim, o sentido de santidade é de afastar-se de tudo o que é pecaminoso, de tudo o que contamina. A Septuaginta traduz qadosh,"santo", pelo termo grego hagíos, "santo", palavra adotada pelos escritores do Novo Testamento. Há outro termo menos comum, mas igualmente importante, taher, "purificar", e seu cognato katharizo, no grego, usado na Septuaginta e no Novo Testamento nos sentidos cerimonial e moral.

3. Exclusividade: Dizer que qualquer coisa, objeto ou pessoa é consagrada, separada ou dedicada a Deus significa dizer que isso pertence a Ele (Êx 13.2) ou serve a Ele com exclusividade (Êx 30.30; Lv 20.26). O que é sagrado não pode ter uso comum; o azeite da unção e o incenso do santuário não podiam ter outro uso (Êx 30.33,38). O sagrado deve ser tratado como tal. Os antigos hebreus levavam a santidade a sério. Todos esses rituais de consagração são representações visuais de verdades espirituais reveladas no Novo Testamento (Cl 2.17; Hb 8.5; 9.9).

*Porque devemos vivermos santos (separados) para Deus? (1Pe.1.13-15). Vejamos:
A) Deus nos fez, ele nos formou, somos Dele (Gn.1.26-27); (Sl.24.1); (1Co.6.13)
B) Fomos comprados pelo sangue de Jesus para Deus (Pe.1.18-19); (Ap.5.9-10);
C) Não pertencemos mais a nós mesmos (1Co.6.20)
D) Deus, Jesus e o Espírito Santo habita em nós, pois somos sua morada (1Co.6.19)

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Este tópico tem uma característica conceitual, por esse motivo sugerimos que o prezado professor, a prezada professora, estude bem os termos tanto do Antigo quanto do Novo Testamento para o termo "santo". Nesta oportunidade, disponibilizamos o conceito exegético desse termo:
"Santo [Antigo Testamento]. qõdesh: 'santidade, coisa santa, santuário'. Este substantivo ocorre 469 vezes com os significados de: 'santidade' (Êx 15.11), 'coisas santas' (Nm 4.15, ARA) e 'santuário' (Êx 36.4).
Santo (Novo Testamento): hagiasmos, é traduzido em Rm 6.19,22; 1Ts 4.7; 1Tm 2.15; Hb 12.14 por 'santificação'.

Significa:

(a) separação para Deus (1 Co 1.30; 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2);

(b) o estado resultante, a conduta que convém àqueles que são separados (1Ts 4.3,4,7; e os quatro primeiros textos citados acima). A 'santificação' é, pois, o estado predeterminado por Deus para os crentes, no qual Ele pela graça os chama, e no qual eles começam o curso cristão e assim o buscam.
Por conseguinte, eles são chamados 'santos' (hagioi)" (VINE, W. E.; UNGER, Merril F. (et ali). Dicionário Vine: O Significado Exegética e Expositivos das Palavras do Antigo e do Novo Testamento, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp.281,970).

#2.A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA

1. Israel: O apelo à santidade diz respeito à pureza da nação de Israel para manter o povo distante da idolatria, da prostituição e de outras práticas pecaminosas. Deus escolheu Israel para ser sua propriedade particular dentre todos os povos, reino sacerdotal e povo santo: "[...] então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo [...]" (Êx 19.5,6). O estilo de vida dos israelitas devia estar de acordo com a santidade do seu Deus: "Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo" (Lv 19.2). Essa santidade exigida era mais do que natural, porque Deus é santo (Lv 11.44), e os israelitas foram 
"separados", ou seja, "retirados" dentre os povos para Deus.

*Israel durante 450 anos foram escravos no Egito e conviveram dia a dia com a cultura egípcia, os egípcios eram politeístas, imorais, violentos e etc; Deus os libertaria da escravidão egípcia e os levaria para possuir a terra dos cananeus que tinham a mesma cultura pecaminosa dos egípcios, contra isso, Deus deu-lhes ordenanças para que vivessem de modo diferente dos egípcios e cananeus. Porque?

O Senhor Deus revelou seu poder pelos sinais no Egito, mas com suas ordenanças, Ele revelou o seu caráter, Israel através de seu modo diferente de viver, revelaria o Deus que serviam.

2. A Igreja: Os três propósitos de Deus com Israel são os mesmos para a Igreja: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1Pe 2.9). Assim como os israelitas, fomos chamados por Deus e separados para o seu serviço; agora somos sacerdócio real, nação santa e povo adquirido. Desde os tempos do Antigo Testamento, a idolatria e a prostituição sempre caminharam juntas (Jz 8.33; Os A.13,14). Esses são os mesmos desafios da igreja hoje: "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição" (1Ts 4.3). Devemos fugir da prostituição e também da idolatria (1Co 6.18; 10.14).

*A igreja de Cristo, serve e adora o mesmo Deus dos judeus e o Deus santo dos judeus é o mesmo nosso, portanto, assim como Deus ordenou a santidade (separação) dos israelitas, nos ordena sermos santos também, pois estamos num mundo cultural pecaminoso, a idolatria, violência, corrupção, drogas, imoralidade sexual e muito mais, tem regido nossa sociedade.

(Fl.2. 14 Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; 15 Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo).

3. Uma exigência natural: Essa exigência é mais do que natural porque Deus é Santo: "mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo" (l Pé 1.15,16) assim como o é seu Filho Jesus Cristo (Lc 1.35; Jo 6.69). Da mesma maneira como Deus escolheu e santificou o povo de Israel para viver em santidade, assim também o Senhor Jesus nos chamou para vivermos uma vida santa. Israel precisava viver longe das práticas imorais dos cananeus, nós, da mesma forma devemos nos abster da prostituição.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"Quem subirá ao monte do Senhor Quem estará no seu lugar santo? 'Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a bênção do Senhor e justiça do Deus da sua salvação' ([SI 24]vv.3,4).
Estou profundamente convencido de que oração pelo reavivamento é uma ofensa diante de Deus se não tivermos um coração puro. É quase uma blasfêmia ousar entrar na presença do Deus santo e pedir que nos abençoe se os nossos corações não estiverem puros diante dEle. A oração pelo reavivamento tem um pré-requisito. Quem subirá ao monte do Senhor? Quem estará no seu lugar santo? Quem estará em sua presença? Quem estará na sala do trono - o santo dos santos-conforme descreve Hebreus 10?" (BLACKABY, Henry. Santidade: O piano de Deus para uma vida abundante, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, pp.77-78).

CONHEÇA MAIS

Santificação
"A Santificação precisa ser distinguida da justificação. Na justificação, Deus atribui ao crente, no momento em que recebe a Cristo, a própria justiça de Cristo, e a partir de então vê esta pessoa como se ela tivesse morrido, sido sepultada e ressuscitada em novidade de vida em Cristo (Rm 6.4-10). É uma mudança que ocorre 'de uma vez por todas' na condição legal ou judicial da pessoa diante de Deus. A santificação, em contraste, é um processo progressivo que ocorre na vida do pecador regenerado, momento a momento." Para conhecer mais, leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.1762.

#3.A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA

1. A santificação posicional: É o primeiro aspecto da santificação, também chamado de santificação passada ou instantânea. É posicional porque acontece uma mudança no ser humano, de pecador para santificado em Cristo (At 26.18; 1Co 1.2). É a santificação que ocorre quando o pecador recebe, pela fé, a Jesus como Senhor e Salvador pessoal (1 Co 1.30). Essa santificação é instantânea, mas é também o começo de uma vida progressiva de santificação. Todos nós, salvos em Jesus, somos santos, e é assim que somos reconhecidos no Novo Testamento (At 9.13,32,41) e é dessa maneira que o apóstolo Paulo se dirige aos crentes nas suas epístolas (Rm 1.7). A base dessa santificação é o sacrifício de Jesus (Hb 10.10,14), mas ela é obra do Deus trino e uno por ocasião da conversão do pecador a Cristo (Jo 17.17; 1 Co 6.11; 1Pe 1.2).

*Ao aceitarmos o sacrifício de Cristo, temos nossos pecados purificados, somos lavados, limpos de toda imundícia do pecado (2Co.5.17); (1Jo.1.9) e fomos reconciliados com Deus, esta é a santificação posicional.

(Cl.1.13 O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; 14 Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados).

2. A santificação real: É conhecida como a santificação presente. Ela é progressiva (Pv 4.18). A cada dia avançamos em santidade: "Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (2 Co 3.18). Observe que havia crentes carnais na Igreja de Corinto (1Co 3.3) e, mesmo assim, eles são considerados "santos", por isso precisavam de crescimento espiritual (2 Pé 3.18). De igual modo, o apóstolo Pedro exorta à santificação (1 Pe 1.15,16) os mesmos que ele antes chama "santos" 1 Pe 1.2). Isso é possível porque somos nascidos de Deus (1 Jo 4.7; 5.1) e o Espírito Santo está em nós e habita em nós (Jo 14.17; 2 Tm 1.14).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

No mundo, os crentes são forasteiros peregrinos (Hb 11.13; 1 Pe 2.11).

(a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.9), não ' conformar com o mundo (ver Rm 12.2), não amar para o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniquidade do mundo (ver Hb 1.9), morrer para o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele (Lc 23.35). Note, é claro, que os termos 'mundo' e 'terra' não são sinônimos; Deus não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc" (ARRINGTON, French L; SRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, pp.1957-58).

3. A santificação futura: É o terceiro aspecto da santificação, conhecido também como "glorificação" (Fp 3.11). Na ressurreição, seremos completos, e isso é extensivo à santificação, quando o Senhor Jesus declara "que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso" (Fp 3.21). É nessa ocasião que veremos a Deus como Ele é (1Jo 3.2). Essa é a nossa esperança.

(Tt.2.11 Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, 12 Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, 13 Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo).

(Hb.9.28 Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação).

4. É possível ser santo?: Sim! É possível. E deve ser o desejo de todo cristão se parecer com Jesus e ter uma vida santa, assim como o Mestre teve. Pela sua infinita graça, Deus concede vida santa a todos os pecadores, desde que eles se arrependam e confessem o nome de Jesus (Rm 10.9,10). Assim, Deus disponibilizou três meios para a santificação: o sangue de Jesus: "E, por isso, também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta" (Hb 13.12); o Espírito Santo (2 Ts 2.13); e a própria Palavra de Deus (Jo 17.17; Ef 5.26). O Senhor nos forneceu todos os recursos necessários para uma vida santa e separada do mundanismo (Rm 12.1,2).

*A nossa santificação é possível:

A) O Sangue de Jesus: O sacrifício de Jesus é eficaz (Hb.9.11-14; Hb.10.10-12)

(1Jo.1. 7 Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado).

B) A Palavra de Deus: (Sl.119.9-11); (Jo.17.17); (Ef.5.25-27); (Tt.3.3-7)

(Jo.17.17 Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade).

C) O Espírito Santo: Convence-nos do pecado (Jo.16.8); e nos ensina, guia e lembra-nos da verdade que é a palavra de Deus (Jo.14.26; Jo.16.13).

(1Co.6.9 Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, 10 nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. 11 E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus).

CONCLUSÃO: O nosso dever não consiste apenas em nos afastar do pecado e de toda a forma de paganismo, mas também de combatê-los com a pregação do evangelho e com nossa maneira de viver, assim como fizeram os primeiros cristãos. O cristianismo é a única religião do planeta que tem o Espírito Santo (Jo 14.16,17). É Ele quem nos capacita a viver em santidade e a vencer as tentações. Somos privilegiados porque temos Jesus e o Espírito Santo.

Por: Pb. Tiago Luis Pereira (Professor da Escola Bíblica Dominical da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – missões)

Cristais – Mg 23/08/17


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Lição 8 A Igreja de Cristo



                    Lição 8 A Igreja de Cristo


INTRODUÇÃO: A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes marcou o início da jornada da Igreja, e vemos o seu final glorioso no epílogo da história humana, em Apocalipse. Todos nós fazemos parte dessa história. O presente estudo pretende descrever a Igreja como corpo de Cristo, o que isso significa e quais são os elementos que identificam uma igreja.

Comentarista: Pastor Esequias Soares é líder da Assembleia de Deus em Jundiaí – SP, graduado em Letras (Hebraico) pela Universidade de São Paulo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana
Mackenzie, professor de Hebraico, Grego e Apologia Cristã. Conferencista e palestrante em diversas eventos e igrejas no Brasil e no exterior, sempre alertando contra as falsas doutrinas e seitas. https://youtu.be/2Evr_JGD7Fs 

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#1.A COMUNIDADE DOS FIÉIS

1. Etimologia: O termo grego para "igreja" é ekklesía, literalmente, "chamado para fora", do verbo grego ekkaleo, "chamar, convocar", que não aparece no Novo Testamento grego e só ocorre duas vezes na Septuaginta: "e chamaram Ló" (Gn 19.5) e "chamarás pacificamente" (Dt 20.10, LXX). O substantivo ekklesía aparece 115 vezes no Novo Testamento, das quais em apenas cinco não é traduzido por "igreja": em Atos 19.32,39 e 41, a ideia é de "ajuntamento" ou "assembleia", como aparece na ARA; e nas outras duas ocorrências o termo se refere à congregação de Israel (At 7.38; Hb 2.12).

*ekklesia em grego é “Chamados para fora”, Deus nos chamou de “dentro do mundo” de pecado, para o servir (Cl.1.10-13).

2. A assembleia dos cidadãos: A Septuaginta emprega o mesmo termo ekklesía para traduzir o hebraico qahal, "assembleia, multidão humana reunida", em referência à congregação de Israel (Dt 23.2; 31.30; 2 Cr 6.3), e para verter mais quatro palavras menos frequentes no Antigo Testamento. Esse era o mesmo vocábulo para a assembleia dos cidadãos em Atenas. Mas o termo aparece no Novo Testamento com um significado glorioso: "Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus" (Ef 2.19) e "universal assembleia e igreja dos primogênitos" (Hb 12.23). Essas palavras expressam um tom de uma celebração jubilosa, de uma reunião festiva com todos os remidos como cidadãos da comunidade celestial (Ap 5.11-13).

*De fato a igreja de Cristo, só tem a celebrar, pois através de Cristo, tivemos nossos pecados perdoados, fomos reconciliados a Deus o Pai, tivemos nossas vidas restauradas, desfrutamos das muitas bênçãos do Senhor, fomos absolvidos da condenação eterna (Rm.5.8-11), tivemos nosso nome escrito no livro da vida (Ap.3.5); (Ap.20.14-15); E no futuro acesso eterno a cidade santa, a nova Jerusalém, o céu (Ap.21.27).

3. O significado da expressão "Santa Igreja Católica": Essas palavras aparecem nos principais credos da antiguidade cristã. O termo katholikós, "universal, geral", significa literalmente "de acordo com o todo", pois é substantivo composto por katá e de holos. A preposição grega katá significa "de cima para baixo, contra, ao longo de, conforme, de acordo, segundo", e a palavra holos quer dizer "todo, inteiro, completo". Foi Inácio, bispo de Antioquia (70-110), que empregou o termo para designar a igreja com o sentido de "geral, universal". Mas o significado exato do termo se perdeu com o tempo.

SUBSIDIO DIDÁTICO l
O primeiro tópico é um pouco técnico. Mas é importante conhecer o sentido etimológico do termo "igreja". O comentarista mostra que ekklesia é uma palavra grega que significa um grupo de pessoas "chamado para fora" e a interliga com o termo hebraico qahal, "assembleia, multidão humana reunida", no contexto do Antigo Testamento.

#2.ELEMENTOS QUE IDENTIFICAM UMA IGREJA

1. Afinal, o que é Igreja?: É toda congregação ou assembleia que se reúne em torno do nome de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, professando sua fé nEle publicamente e de forma diversificada, aberta a todas as pessoas, a qual inclui o batismo e a Ceia do Senhor (nas reuniões específicas). Trata-se da igreja no sentido completo da palavra. Como Jesus mesmo prometeu. Ele está presente na igreja por meio do Espírito Santo até a consumação dos séculos (Mt 18.20; 28.20).

*Devemos primeiramente entendermos, que quando falamos em igreja, existem dois "lados", vejamos:

#Como organismo: Se refere-se à união mística de todos aqueles que são salvos em Jesus Cristo (Mt.16.18); (Fm.1.2); (Ap.1.20); E essa é usada no contexto bíblico.

#Como organização: Seu patrimônio físico: Construções, móveis, instrumentos, veículos, telefones, etc.
Os símbolos: Sua nomeclatura, bandeira, brasão, papel timbrado, cartões de membros e credenciais de lideranças.

Seu patrimônio não físico: Herança doutrinária e cultural e suas obras marcantes que contribuem para sua história.

Seus estatutos e regimentos internos que expressam seus padrões de doutrinas e cultura.

Seus membros e congregados, e suas lideranças.

COMO ORGANIZAÇÃO             COMO ORGANISMO

1 – É VISÍVEL                           1 – É INVISÍVEL
2 – É LOCAL                             2 – É UNIVERSAL
3 – É HUMANA                          3 – É DIVINA
4 – É TEMPORÁRIA                    4 – É PERPÉTUA
5 – É IMPERFEITA                     5 – É PERFEITA

A igreja que a bíblia se refere, é a igreja como organismo, não é o templo, o edifício ou a placa denominacional, mas são aqueles que creem em Jesus e obedecem os seus mandamentos e de seus apóstolos (At.2.42), pois estes falaram inspirados pelo Espírito Santo (2Pe.1.20-21) e fundamentaram seus ensinos nos ensinamentos de Jesus (1Co.11.23); (1Jo.1.1-4).

O problema de muitos líderes ao fundarem “suas igrejas”, esquecem que a igreja de Jesus já foi fundada a muito tempo, e Jesus que é o dono da igreja estabeleceu princípios éticos, morais e espirituais, os quais, muitos líderes tem ignorado, substituindo as doutrinas bíblicas por filosofias meramente humanas, a pregação da palavra, a oração e a verdadeira adoração, por teatros, shows pirotécnicos e danças, para com isso atraírem as massas as “suas igrejas” e não os pecadores a Cristo.

2. As ordenanças: São duas as ordenanças da Igreja dadas por ordem específica do Senhor Jesus. A primeira é o batismo em águas: "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19). A segunda é a Ceia do Senhor: "fazei isso em memória de mim" (Lc 22.19). O batismo em águas é o rito que simboliza a nossa união com Cristo e é a nossa confissão pública de fé em Jesus (Rm 6.A). Como se nasce apenas uma vez, da mesma forma o batismo acontece uma só vez (Ef 4.5). Já a Ceia do Senhor é o rito da comunhão e significa a continuação da vida espiritual (l Co 10.16). O crente em Jesus precisa estar em comunhão com a Igreja para participar da Ceia do Senhor. Isso por si mostra a impossibilidade de alguém querer ser crente sem se tornar membro da Igreja.

*Para fazer parte da igreja de Cristo, é necessário crer, arrepender e confessar Jesus pessoalmente (Rm.10.8-10) e publicamente através do batismo (Mc.16.15-16); (At.2.37.38), pois o batismo é símbolo de morrer para o mundo de pecado e viver para Deus (Rm.CAP.6), é andar em novidade de vida, como alguém pode dizer que pertence a igreja de Cristo, mas continua na mesma vida de pecado como o mundo? (Gl.5.19-222); (2Co.5.17); (1Jo.2.15-17).

Não basta sermos batizados (At.2.41), é necessário permanecermos (At.2.42), quando participamos da Santa Ceia, estamos declarando nossa comunhão com Deus e com os irmãos (At.2.46-47); (1Co.10.15-17).

Como diz meu pastor Cláudio Rogério:  "Não participamos da Santa Ceia para termos comunhão com Deus e a igreja; Participamos da Santa Ceia porque temos e estamos em comunhão com Deus e com a igreja".

3. A adoração: Os crentes em Jesus se reúnem para a adoração pública e coletiva. Os dois principais verbos gregos para "adorar", no Novo Testamento, são proskyneo, que significa "adorar, render homenagem", no sentido de prostrar-se (Ap 19.10), e latreuo, que significa "servir" a Deus (Ap 22.3). À luz da Bíblia, podemos definir adoração como serviço sagrado, culto ou reverência a Deus por suas obras (SI 92.1-5) e por aquilo que Deus é (SI 100.1-4). Não há diferença entre "servir" e "adorar" nem entre "prostrar-se" e "adorar". Os principais elementos de um culto são: oração, louvor, leitura bíblica, pregação ou testemunho, oferta e manifestação dos dons do Espírito Santo (1Co 14.26).

*A igreja de Cristo, que tem o Espírito Santo verdadeiramente, reconhece serve e adora somente a Deus Pai e a Jesus Cristo (Jo.4.23-24); (At.2.47), pois só a Deus é a honra, o poder e a glória; Deus não divide a sua glória com ninguém!

(Is.42. 8 Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura).

4. A família de Deus: Não devemos confundir igreja com templo; a casa de Deus é outra coisa. Há passagens no Novo Testamento em que o termo "casa" parece se referir à igreja: "para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo" (1Tm 3.15); "vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo" (1 Pe 2.5); "já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus" (1Pe 4.17). O termo "casa" também é utilizado na Bíblia metaforicamente para designar "família" (Js 24.15; At 16.31). A Igreja é citada como a família de Deus (Ef 2.19) e o templo espiritual de Deus (1Co 3.16; Ef 2.22). É por isso que chamamos de irmãos aqueles que se convertem ao Senhor Jesus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO II
"Precisamos nos identificar primeiro com o Senhor Jesus Cristo» parecer com Ele no amor, no trato com as pessoas, nas estratégias de trabalho, no aproveitamento das oportunidades, no uso de autoridade para libertar os oprimidos e na compaixão pelas pessoas. Enfim, identificar-se com Cristo é ser parecido com Ele no projeto de transformar o mundo [...]. Precisamos também de identificação entre nós mesmos, ou seja, precisamos entender e praticar o que é ser Igreja, Não me refiro a uma comunidade com estatuto e CGC, endereço e liderança, que faz o que quer, como quer e quando quer. Uma comunidade burocrática e fria, cheia de deveres e direitos, sem vida nem poder. Igreja não é um lugar onde uma multidão ali chega triste e sai vazia, nem tampouco um meio através do qual se possa ganhar dinheiro, explorando-se a boa fé alheia. Igreja não é uma facção dividida por um grupo de radicais e outro de liberais, onde só há confronto e não há vida. Igreja não é lugar de promessas mirabolantes, mas um lugar de vida onde Jesus se manifesta, onde há sinceridade, onde acontecem maravilhas, onde o amor tem liberdade de atuar, onde há comunhão e onde há poder" (FERREIRA, Israel Alves. Igreja Lugar de Soluções: Como recuperar os enfermos espirituais, 1.ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.12-13).

#3.O CORPO DE CRISTO

1. O corpo e seus membros: A Igreja é o corpo místico de Cristo (Ef 1.22,23). O apóstolo Paulo chama a atenção para um detalhe importante: "o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo" (1Co 12.12). Mas ele não relaciona o tema unidade e diversidade do corpo e seus membros com a Igreja, o que era de se esperar, mas diz o seguinte: "assim é Cristo também". Longe de confundir Cristo com a Igreja, pois Jesus é transcendente (Cl 1.16,17), o que Paulo nos ensina é que pertencemos a Cristo e por Ele somos membros do seu corpo (1 Co 12.27).
*
Cristo é o cabeça (Ef.1.22): É o comandante, que guia, dirige e governa, a igreja é de Cristo, então ela tem que estar de acordo com a vontade de Cristo.

A Igreja é o corpo místico (que não se dá segundo as leis naturais ou físicas; sobrenatural, espiritual.) de Cristo (Rm.12.5); (1Co.12.13); (Ef 1.22,23)

E os membros são os crentes (termo usado na bíblia para designar uma pessoa que crê em Deus e principalmente em Jesus Cristo): (1Co.6.15); (1Co.12.27).

Com isso aprendemos algumas lições: segue os esboço:

A) A igreja tem que se submeter a Cristo: Cristo é o dono, o comandante, que guia, dirige e governa, então ela tem que estar de acordo com a vontade de Cristo (Mt.16.18).

B) A igreja tem que ser santa, porque Cristo é santo (1Co.6.12-20)

C) Cada crente é importante, tem a sua função e seu valor para a igreja tanto como organismo e organização (1Co.12.15-19, 22-24)

D) Precisamos uns dos outros, não podemos sermos egoístas (1Co.12.21-22)

E) Precisamos cuidarmos e se importarmos uns com os outros, amarmos uns aos outros , pois somos todos irmãos, filhos do Pai Celeste (1Co.12.25-26)

CONHEÇA MAIS

Igreja: Origem da Palavra. "No Novo Testamento, a palavra 'igreja' é uma tradução da palavra grega ekklesia, que nunca se refere a um lugar de adoração, mas tem em vista uma reunião de pessoas. Na maioria esmagadora dos casos, ekklesia indica uma associação local de crentes". Para conhecer mais, leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.949.

2. A morada de Deus: Quando Saulo de Tarso se encontrou com Jesus no caminho de Damasco, ele ouviu a voz que dizia: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 9.4). Saulo perseguia os discípulos de Jesus, mas o Senhor se identificou com eles. Ao apóstolo foi revelado que a Igreja é o corpo espiritual de Cristo, sendo o Senhor mesmo a cabeça (Ef 1.22,23; Cl 1.18), e seus membros são o templo de Deus, a habitação do Espírito Santo (1Co 3.16); em outras palavras, a morada de Deus no Espírito (Ef 2.22). O tabernáculo e o Templo de Jerusalém representavam a presença de Deus (Êx 40.34; 2 Cr 7.2,16). O salmista diz: "SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória" (SI 26.8). Não existe mais o Templo de Jerusalém, mas Deus habita no cristão individual (Jo 14.23; 1Co 6.19).

(Ef.6.18 Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.
19 Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 20 Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus).

3. Os membros do corpo: A tradução "por um só Espírito" (1Co 12.13), como aparece na Almeida Século 21, e expressões correlatas na NTLH, e na NVI (que tem esta nota: "Ou com; ou ainda por"), não significa o mesmo que "em um só Espírito". As duas versões são gramaticalmente legítimas (Lc 2.27; 1 Co 12.3; Ef 3.5). Ser batizado "por um só Espírito" quer dizer que é o Espírito quem batiza; isso indica a iniciação dos crentes no corpo de Cristo e não se refere ao batismo do dia de Pentecostes. Essa posição é defendida também por Stanley M. Horton. Não há distinção de pessoas, raça ou staíus social na Igreja. O apóstolo explica: "formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito" (1Co 12.13b). A ilustração do corpo humano com a Igreja nos versículos seguintes, além de mostrar a unidade na diversidade, ensina também que precisamos uns dos outros (1 Co 12.21) e que, igualmente, diferimos entre si (1Co 12.18) e que precisamos cuidar uns dos outros (1Co 12.25). Isso é Igreja.

*É sempre necessário lermos o texto bíblico e o interpretarmos dentro do seu contexto, essa é uma regra da Hermenêutica (disciplina da teologia, que trata da ciência, da arte de interpretar), muitos usam esse texto para ensinar que todos os crentes em Jesus são batizados com Espírito Santo e que uns falam em línguas estranhas e outros não, mas no contexto do texto, Paulo está ensinando a igreja em Corinto (1Co.12.13), a respeito da diversidade dentro da unidade e utiliza o simbolismo do corpo para ensinar essa verdade, entenda melhor:

A igreja de Cristo, é constituída por todas as pessoas que em todo mundo creem em Jesus e estes receberam o Espírito Santo (Jo.14.16-17); (Jo.20.22); (At.5.32); Dessa forma todos nós que cremos em Jesus e fomos alcançados pela obra da salvação, temos o mesmo Espírito Santo.
Jesus usou a água para simbolizar o Espírito Santo e prometeu dar à aqueles que cressem nEle (Jo.7.38-39), daí a expressão usada por Paulo: “todos temos bebido de um Espírito” (1Co.12.13); 
Dessa forma, somos o corpo de Cristo e estamos ligados uns aos outros (1Co.12.12-13).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO III
"A fim de enfatizar e visualizar a relação viva dos crentes com o Cristo, a Biblia o apresenta como o 'cabeça' da Igreja, e a Igreja como seu 'corpo' (1Co 12.27; Ef 1,22,23; Cl 1.18). Há várias razões para esta analogia. A igreja é a manifestação física - visível - de Cristo no mundo, a fazer seu trabalho, tal como chamar os pecadores ao arrependimento, proclamando a verdade de Deus às nações e preparando-se para as eras vindouras, A Igreja também é um corpo, composta de um arranjo complexo de diversas partes, cada qual discreta, cada qual recebendo do Cabeça, cada qual com seus próprios dons e ministérios, contudo, todos necessários à obra de Deus por vir (Rm 12.4-8; 1Co 6.15; 10.16,17; 12,12-27; Ef 4.15,16). (MENZIES, Wiltiam W.; HORTON, Stanley M, Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp.134-35).

CONCLUSÃO: Diante do exposto, concluímos que Deus estabeleceu a sua morada, primeiramente no tabernáculo e depois no Templo, ambos consagrados a Ele, e que da mesma forma o Espírito Santo também estabeleceu a sua habitação no corpo do cristão individual. Entre gentios e judeus, o Senhor Jesus formou um novo povo (1Co 10.32), de modo que o gentio deixa de ser gentio quando se converte ao evangelho de Jesus Cristo (1Co 12.2; Ef 2.11). A missão principal da igreja é adorar a Deus e propagar o evangelho a todas as nações da terra (Mt 28.19,20).

Por: Pb. Tiago Luis Pereira (Professor da Escola Bíblica Dominical da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – missões)

Cristais – Mg 17/08/17


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Lição 7 - A Necessidade do Novo Nascimento


                  Lição 7 - A Necessidade do Novo Nascimento

INTRODUÇÃO: O tema da presente lição é de suma importância porque muitas pessoas estão equivocadas nas coisas concernentes à salvação, assim como Nicodemos também estava. As boas ações, um padrão de vida exemplar e até mesmo a prática de uma religiosidade sincera não conduzem ninguém à vida eterna. O diálogo de Jesus com Nicodemos, um líder religioso honesto e sincero, revela a necessidade do novo nascimento para entrar no Reino dos Céus.

Comentarista: Pastor Esequias Soares é líder da Assembleia de Deus em Jundiaí – SP, graduado em Letras (Hebraico) pela Universidade de São Paulo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana
Mackenzie, professor de Hebraico, Grego e Apologia Cristã. Conferencista e palestrante em diversas eventos e igrejas no Brasil e no exterior, sempre alertando contra as falsas doutrinas e seitas. https://youtu.be/2Evr_JGD7Fs 

                                            
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(Fazendo o Download da lição, o arquivo fica no seu dispositivo, podendo ter acesso quando você quiser, sem precisar da internet)



#1.UM LÍDER RELIGIOSO BEM-INTENCIONADO

1. Quem era Nicodemos?: Muito pouco se sabe a respeito dele. Seu nome é grego e significa "vencedor do povo". Era fariseu, um príncipe do povo (Jo 3.1) e membro do sinédrio (Jo 7.50). Nicodemos viu em Jesus algo que não existe em nenhum dos seres humanos, mas ainda assim parece que não queria serviste pelo povo conversando com o Mestre. Talvez isso justifique o fato de ter ido à noite se encontrar com o Senhor (v.2). Nicodemos nunca mais foi o mesmo depois desse encontro com Jesus (Jo 7.51; 19.39). Esse diálogo impressiona as pessoas ainda hoje, pois nele está o que consideramos ser o texto áureo da Bíblia (Jo 3.16).

*Sinédrio: Esta palavra foi alterada pelos aramaicos, tendo derivado do grego sunedrion, que significa "conselho" ou "sessão de assembléia". As duas partes da palavra são sun (com) + edra (assento). "Sentar junto" para um propósito específico (isto é, entrar em conselho) CHAMPLIN

2. Os fariseus: Representavam o povo e, apesar de serem minoria na sociedade pré-cristã, exerciam forte influência na comunidade judaica. Eram membros do sinédrio e tornaram-se inimigos implacáveis de Jesus. Esse grupo formava uma seita (At 15.5). O apóstolo Paulo declara que o grupo dos fariseus, ao qual Nicodemos pertencia antes de sua conversão, era a mais severa seita do judaísmo (At 26.5; Gl 1.14; Fp 3.5). Os Evangelhos estão repletos de provas do comportamento negativo dos fariseus e de suas hipocrisias. Tanto que a palavra "fariseu" tornou-se sinônimo de hipócrita e fingido, até os dias de hoje. Felizmente, Nicodemos era diferente deles (Jo 7.50,51).

*Farizeus: Sempre foram um grupo minoritário. Nos dias de Herodes eles eram um pouco mais de 6 mil indivíduos (Josefo, Anti. 17:2,,4). O grupo não era totalmente homogêneo. Shammai (vide) foi uma figura severa que interpretava tudo de acordo com O rigor da letra. Era de uma família rica e aristocrática, Hilel (vide), em contraste, era homem do povo, e interpretava as questões com brandura, favorecendo as debilidades do povo. A maioria dos escribas pertencia ao partido dos fariseus, e deles foram surgindo aqueles ensinos exagerados que circundavam a lei e as observâncias legalistas. Eles determinaram que a lei contém seiscentos e treze mandamentos, dos quais duzentos e quarenta e oito positivos e trezentos e sessenta e cinco negativos. Além disso, cercaram essas leis com um complexo e, com freqüência, exagerado sistema de interpretação, que fazia pesar consideravelmente sobre os homens as suas responsabilidades morais e religiosas. CHAMPLIN

3. Os sinais efetuados por Jesus: Pouco tempo depois das bodas de Cana da Galileia, Jesus retornou à Judeia, subindo a Jerusalém (Jo 2.13). Era a sua primeira aparição pública na capital quando Nicodemos lhe procurou. Nessa ocasião, Jesus operou muitos milagres e, "estando ele em Jerusalém pela Páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome" (Jo 2.23). Esses milagres atraíram Nicodemos. Talvez ele tenha se referido a esses feitos milagrosos quando se dirigiu a Jesus, pois disse que "ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele" (v.2).

*Os milagres e sinais que Jesus operava, era pra confirmar sua identidade como Filho de Deus (Jo.5.16-23); (Jo.9.26-33) e Messias (Mt.11.1-5), que era tão esperado pela nação de Israel.

*Nenhum milagre realizado por Deus tem um fim em si mesmo, ou seja, Deus tem objetivos maiores, do que somente curar, suprir e impressionar as pessoas. Vejamos alguns:

Porque Deus faz maravilhas? (Sl.40.1-3)

1° Crermos mais Nele e somente Nele: (Mc.16.17-20); (Jo.2.11,23); (Jo.4.48; 9,16; 12.37); (At.8.13); ( Morte e ressurreição de Lázaro no Evangelho de João 11)

2° Para seu Nome ser glorificado: Pois é o único digno (Mt.9.8); (Sl.66.1-5; 107.15)

3° Sermos sempre agradecidos: Retribuirmos servindo a Ele de todo coração (Sl.116.1-14); (10 leprosos).

4° Fazer seu nome conhecido e temido: (Js.2.9-11); (Jr.5.21-22).

Fariseus
Era um dos principais grupos de liderança religiosa em Israel no período de Jesus. Os fariseus eram mais interessados na religião, ao passo que os saduceus se interessavam mais pela política.

CARACTERÍSTICAS POSITIVAS
- Estavam interessados em obedecer à lei de Deus.
- Eram admirados por sua piedade.
- Acreditavam em uma ressurreição física e na vida eterna.
- Acreditavam em anjos e demônios.

CARACTERÍSTICAS NEGATIVAS
- Comportavam-se como se suas próprias regras religiosas fossem tão importantes quanto à lei de Deus.
- Sua piedade frequentemente era hipócrita e eles admoestavam os outros para que vivessem segundo os padrões que eles mesmos não conseguiam cumprir.
- Estavam mais preocupados em parecer ser bons que em obedecer a Deus.

#2.O NOVO NASCIMENTO

1. É necessário nascer de novo (v.7): Talvez Nicodemos esperasse uma resposta elogiosa como retribuição das boas e sinceras palavras ditas a Jesus. Mas ele se surpreendeu com a declaração do Mestre: "aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus" (v.3). O que essas palavras significam? Nascer de novo é nascer da água e do Espírito (v.5), e isso significa regeneração. É o início de uma nova vida, quando o pecador se torna nova criatura (2 Co 5.17) criada em Cristo Jesus (Ef 2.10). Trata-se de uma experiência profunda com Jesus, e não de mera mudança de religião.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

O novo nascimento no Evangelho de João

Encontramos a única menção explícita ao novo nascimento na conversa de Jesus com Nicodemos (3.1-21). Jesus fala a Nicodemos: 'Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus' (v. 3). A réplica de Nicodemos: 'Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?' (v, 4), indica que ele entendeu o comentário de Jesus na esfera humana, física. A interpretação errônea de Nicodemos fornece a Jesus a oportunidade de esclarecer o que queria dizer. Ele fala da necessidade de um novo nascimento espiritual, não de um segundo nascimento físico (vv, 6-8). A interpretação errônea e o esclarecimento resultante dela são refletidos em um jogo de palavras no versículo 3 (repetidas no v, 7). A palavra grega aõthen, traduzida por ‘novo’, na NVI, pode querer dizer 'de novo' ou de cima'. Contudo, o fato de Nicodemos entendê-la com o sentido de 'de novo' leva-o a concluir que Jesus fala de um segundo nascimento físico, mas a resposta de Jesus, registrada nos versículos 6-8, mostra que Ele se refere à necessidade de um nascimento espiritual, um nascimento 'de cima'. Esse novo nascimento não é resultado de nenhum ato humano (v, 6), é obra do Espírito Santo (v. 8). É necessária a atividade sobrenatural do Espírito de Deus para realizar esse novo nascimento espiritual no indivíduo. Ele não consiste apenas em percepção ou compreensão mais excelente, mas na completa transformação do indivíduo ( 2 Co 5.17) (ZUCK, Roy B, Teologia do Novo Testamento, 1.ed, Rio de Janeiro, CPAD, 2008, pp, 245-6).

CONHEÇA MAIS

Conversão

[Do hb. sub, voltar atrás; do gr. metanoeo, voltar; e, do lat. conversionem, transformação] Mudança que Deus opera na vida do que aceita Cristo como o seu Salvador pessoal, modificando-lhe radicalmente a maneira de ser, pensar e agir.
A conversão é o lado objetivo e externo do novo nascimento. Por intermédio dela, o pecador arrependido mostra ao mundo a obra que Cristo operou em seu interior: a regeneração. Em suma: o novo nascimento tem dois lados: um subjetivo e outro objetivo. Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, p.115.

2. Regeneração: O termo significa literalmente "gerar novamente" e só aparece duas vezes no Novo Testamento: a primeira no sentido escatológico (Mt 19.28), ao se referir à restauração de todas as coisas; e a outra como sinônimo de novo nascimento, cujo sentido é de salvação em Cristo (Tt 3.5). Isso significa ser gerado da semente incorruptível (1 Pe 1.23). Os reencarnacionistas costumam usar essa passagem para fundamentar a doutrina da reencarnação. Mas essa não é a questão aqui. Jesus deixou claro ao príncipe dos judeus: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (v.6). Jesus não está falando em renascimento nem em reencarnação; essas coisas nunca fizeram parte da tradição judaica.

*Regeneração: é nascer de novo, não é nascer, morrer e nascer novamente como dizem os espíritas em sua doutrina da reencarnação, mas sim nascer de novo em vida, ou seja, não é nascer fisicamente, mas sim no espírito. No tópico 3.1 vamos falar mais a respeito disso.

3. A perplexidade de Nicodemos: Muita gente pensa que Deus está preocupado com religião. Mas essas pessoas estão enganadas, pois a vontade de Deus é a comunhão com as suas criaturas inteligentes. O problema é que existe uma barreira que se chama pecado (Is 59.2). Foi de Deus a iniciativa de comunicação com Adão logo após a Queda (Gn 3.8-10). Quando Deus mandou Moisés levantar o tabernáculo, manifestou o desejo de habitar no meio do seu povo (Êx 25.8). Por fim, Deus assumiu a forma humana," e o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1.14). O novo nascimento é a restauração da comunhão com Deus, e não significa seguir um conjunto de regras religiosas ou éticas. Isso estava muito longe da forma de pensar de Nicodemos e de muitos religiosos ainda hoje.


#3. UMA NECESSIDADE

1. O estado humano: A Bíblia ensina, e a experiência humana confirma, que todos os seres humanos estão mortos "em ofensas e pecados" (Ef 2.1). O ensino paulino sobre a universalidade do pecado veio diretamente do Senhor Jesus (Cl 1.11,12), e sua base está em muitas passagens do Antigo Testamento (Rm 3.10-12; SI 51.5; 58.3). Nicodemos, como "mestre em Israel" (v.10), deveria estar inteirado sobre o assunto. Além disso, Jesus usou a linguagem bíblica ao lhe comunicar a necessidade do novo nascimento (Ez 11.19; 18.31; 36.26). Trata-se de uma necessidade imperiosa porque todas as pessoas estão mortas e precisam reviver, receber vida espiritual (vv.6,7). Precisamos de uma experiência nova com Cristo.

*O ser humano é um ser tricotômico, ou seja é “composto” de corpo, alma e espírito, o espírito é o que diferencia o homem das demais criaturas (Pv.20.27); (Jó.32.8), é por ele que nos relacionamos com Deus (Rm.8.16); (1Co.2.9-12).

Todos nascemos em pecado, afastados de Deus e destituídos da sua glória Dele (Rm.3.23), pois herdamos a natureza adâmica embora nascemos com vida “na carne”, todavia nosso espírito está “morto” para com Deus, é que chamamos de morte espiritual, ou seja, a pessoa está viva fisicamente, mas não tem vida espiritual, não tem comunhão com Deus (Ef.2.1-3); (Ef.4.17-24); (Cl.2.13). 

E só podemos ter vida espiritual, se nos reconciliarmos com Deus, se recebermos Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas, tendo nossos pecados perdoados pelo sangue de Jesus, sendo assim, recebemos o Espírito Santo que há de nos “gerar de novo”, nos fazendo uma nova criação, e é aí então, que nos tornamos filhos de Deus. (Jo.1.11-13); (Rm.5.8-11); (2Co.5.17); (Ef.2.4-5); (1Jo.4.13).

2. Saulo de Tarso: Ninguém no mundo nasce cristão; todos os seres humanos nascem pecadores (Rm 3.23; 5.12). A salvação é individual e pessoal. Por isso, até mesmo aquele que nasceu num lar cristão, apesar do privilégio de ter sido criado num ambiente cristão e de ter recebido uma valiosa herança espiritual dos pais, precisa receber a Jesus como Salvador pessoal para se tornar filho de Deus (Jo 1.12). Ninguém é salvo simplesmente por pertencer a uma religião ou seguir a tradição de seus antepassados. Saulo de Tarso é um bom exemplo, pois ele mesmo declara ser extremamente religioso; e não um religioso qualquer, mas um praticante inveterado do judaísmo (At 26.5; Gl 1.14; Fp 3.5). Depois de sua experiência com Jesus, ele se considerou o principal entre os pecadores (1Tm 1.15) e descreveu o seu estado de miséria diante de Deus igualando-se aos demais pecadores: "insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros" (Tt 3.3).

*Para alcançarmos a salvação da nossa alma e termos vida eterna, não basta ser uma “boa pessoa”, ou nascer num lar cristão e até mesmo ser um religioso piedoso, é necessário “nascer de novo”, ter um encontro pessoal com Jesus, uma experiência real e marcante, ao qual você sinta como pecador és e quão longe de Deus você está, necessitando urgentemente de um salvador que perdoe seus pecados e o reconcilie com Deus, que transformará a sua vida e assim poder então, experimentar quão misericordioso, bondoso, compassivo e amoroso o Senhor é, e gozar então de suas ricas bênçãos (Ef.1.3-6) e a maior delas a vida eterna. 

3. O centurião Cornélio: Não existe salvação sem Jesus (Jo 14.6). Nicodemos e Paulo eram israelitas e professavam a religião dos seus antepassados, Abraão, Isaque, Jacó, Samuel, Davi e outros patriarcas, reis e profetas do Antigo Testamento. Mas Cornélio era romano e, mesmo assim, talvez por influência da religião judaica, era "piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus" (At 10.2). Observe que essas atitudes de Cornélio tinham a aprovação divina (At 10.4). Mas ninguém é salvo pelas obras (Gl 2.16). Por isso o apóstolo Pedro foi enviado para falar a Cornélio sobre a salvação em Cristo. A descrição bíblica da conduta de Cornélio se repete ao longo da história humana nas mais diversas culturas e civilizações. A conversão envolve fé, arrependimento e regeneração. A salvação é um dom de Deus mediante a fé em Jesus (Ef 2.8,9).

*As pessoas podem ser “boazinhas”, dizendo: “Não mato, não roubo, não bebo, não fumo, sou fiel ao meu cônjuge, sou um bom pai, uma boa mãe, vou sempre a igreja e etc. A questão é que muitas pessoas não recebem Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas, porque não se acham pecadoras suficientes ao ponto de serem excluídas do céu e condenadas ao inferno; Tais pessoas se julgam a esse ponto, porque se comparam contras pessoas que eles denominam como más e ruins, mas se nós nos compararmos com Deus, veremos quão santo Ele é e quão pecadores somos e que não há nada que podemos fazer pra nos justificarmos diante Dele, a não ser crer no seu único Filho, o qual Ele entregou para morrer em nosso lugar, para perdoar nossos pecados e conceder-nos a vida eterna, a salvação da nossa alma (Jo.3.16).

(Rm.3.23 Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;

24 Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.

25 Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;

26 Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.

27 Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé.

28 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei).

(Ef.2.8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. 9 
Não vem das obras, para que ninguém se glorie).

CONCLUSÃO: Há ainda hoje muitas pessoas religiosas e sinceras como Cornélio e pessoas bem-intencionadas como Nicodemos, mas elas precisam nascer de novo, da água e do Espírito para herdarem o Reino de Deus. É nossa tarefa como cristãos e comunicadores do evangelho falar sobre a necessidade do novo nascimento não somente ao pecador contumaz, mas também aos muitos "Nicodemos" e "Cornélios" que estão à nossa volta.

Por: Pb. Tiago Luis Pereira (Professor da Escola Bíblica Dominical da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – missões)

Cristais – Mg 10/08/17

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

A Obra da Salvação 4°Trimestre 2017


Lições Bíblicas 4° Trimestre de 2017, Adultos – CPAD
TÍTULO
SubtítuloJesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida
Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening
Revista: Do Professor
Classe: Adultos
SUMÁRIO:
Lição 1 - Uma Promessa de Salvação
Lição 2 - A Salvação na Páscoa Judaica
Lição 3 - A Salvação e o Advento do Salvador
Lição 4 - Salvação - O Amor e a Misericórdia de Deus
Lição 5 - A Obra Salvífica de Jesus Cristo
Lição 6 - A Abrangência Universal da Salvação
Lição 7 - A Salvação pela Graça
Lição 8 - Salvação e Livre-Arbítrio
Lição 9 - Arrependimento e Fé para a Salvação
Lição 10 - O Processo da Salvação
Lição 11 - Adotados por Deus
Lição 12 - Perseverando na Fé
Lição 13 - Glorificados em Cristo
Lição 14 - Vivendo com a Mente de Cristo

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Lição 6 A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus



    Lição 6 A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus

INTRODUÇÃO: A doutrina do pecado é conhecida nos tratados de teologia como Hamartiologia, da palavra grega hamartia. O estudo se reveste de suma importância porque se trata do problema básico de todos os seres humanos. Todos os conflitos no mundo e as confusões existentes na humanidade são manifestações do pecado. Ninguém pode se livrar dele, mas o Senhor Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores da condenação eterna. O enfoque da presente lição é definir e explicar o pecado, bem como apresentar o meio divino para a solução humana.

Comentarista: Pastor Esequias Soares é líder da Assembleia de Deus em Jundiaí – SP, graduado em Letras (Hebraico) pela Universidade de São Paulo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana
Mackenzie, professor de Hebraico, Grego e Apologia Cristã. Conferencista e palestrante em diversas eventos e igrejas no Brasil e no exterior, sempre alertando contra as falsas doutrinas e seitas. https://youtu.be/2Evr_JGD7Fs 

                                            
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#1.DEFININDO OS TERMOS

1.Pecado: Há uma lista extensa de palavras na Bíblia para designar o pecado: erro, iniquidade, transgressão, maldade, impiedade, engano, sedução, rebelião, violência, perversão, orgulho, malícia, concupiscência, prostituição, injustiça etc., além dos verbos e adjetivos cognatos. Muitos desses termos, e outros similares, estão na sombria lista apresentada pelo apóstolo Paulo (Rm 1.29-32; Cl 5.19-21). Mas há um termo genérico para designar o pecado com todos os seus detalhes, chattath, e seu equivalente verbal chattá (pronuncia-se hatá, com "h" aspirado), que literalmente significa "errar o alvo" (Jz 20.16). O substantivo derivado desse termo aparece pela primeira vez no relato do assassinato de Abel por seu irmão Caim: "E, senão fizeres bem, o pecado jaz à porta" (Gn 4.7). O seu equivalente grego na Septuaginta e no Novo Testamento é hamartia. Essa palavra na Septuaginta traduz 24 termos hebraicos no Antigo Testamento referentes ao pecado.  

*Como vimos na exposição do comentarista, o pecado é errar o alvo, alvo este que fora designado por Deus, que é a sua vontade para nós, quando fazemos algo, que não foi designado por Deus, pecamos, erramos o alvo e quando não fazemos aquilo que foi designado por Deus, pecamos, erramos o alvo.

2. Os termo hebraicos awon e peshá: Há na Bíblia um repertório amplo que revela o pecado nos seus vários aspectos, mas este espaço não nos permite uma apresentação exaustiva. O termo hebraico avon, "iniquidade, perversão", vem de uma raiz que significa "entortar, torcer", daí a ideia de perverter a lei de Deus. Essa palavra aparece traduzida em nossas versões como "injustiça" (Gn 15.16), "maldade" (Êx 20.5) e "iniquidade" (Lv 26.40). Já o verbo avah, de mesma raiz, descreve a natureza do coração da pessoa não regenerada (Jó 15.5). Isso revela a "vida torta" do pecador. O outro termo de importância na Hamartiologia do Antigo Testamento é o verbo pashá "transgredir" ou o substantivo peshá, "transgressão, delito" (Gn 31.36; 50.17). O ser humano forçou e foi além dos limites que Deus estabeleceu, e isso faz toda a humanidade, homens e mulheres, errar o alvo da vida.

*awon, iniquidade: Satanás de modo muito sutil, perverteu, torceu a lei de Deus, Deus havia dito: “De toda árvore do jardim comerás livremente”.(Gn.2.16); Satanás disse: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
Deus disse mais: “mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Satanás disse: “Certamente não morrerás”;
E é desta maneira que ele continua a destruir muitas vidas, pois usa do engano, da mentira, dos falsos ensinos, vigiemos para que não venhamos a cair em laços.

(2Co.10.3 Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo).

*peshá, trangressão: Satanás induziu Eva a transgredir, quebrar, a lei de Deus, de ir além do que Deus havia designado; Eva sendo tentada, cedeu a tentação, quebrou a lei de Deus. Quando pecamos, transgredimos a lei, quebramos os paradigmas e ultrapassamos os limites.

Veja que interessante, o termo awon no hebraico é iniquidade, é perverter, torcer, Satanás torceu a ordem de Deus e Eva “caiu” no engano; O outro termo peshá no hebraico é transgressão, e foi nessa que Adão “caiu”, este ao contrário de Eva, não foi enganado pela serpente, Adão simplesmente recebeu o fruto de sua esposa Eva e comeu.

(1Tm.2.14 E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão).

Hoje em dia, muitos reclamam de diversas leis, como o uso do capacete, o uso do cinto de segurança, o uso do EPI (Equipamento de Uso Pessoal) no trabalho, mas já parou pra pensar, que tudo isso é visando a proteção, o bem e a vida do ser humano?

O que devemos entender, é que a lei de Deus não é para nos privar de prazeres, mas sim dos sofrimentos advindos deles,o não comer”, se tratando da ordem de Deus para Adão e Eva, não era para impedi-los de experimentarem mais um “tipo” de fruto, mas sim para livra-los da morte, a lei de Deus não é para nosso mal, mas sim para o bem, e muitas das vezes não entendemos isso, pois Deus sabe o que é melhor para nós.

3. O que é pecado?: Sabemos que a Bíblia não é um livro de definição, mas de descrição. Ela "revela a verdade em forma popular de vida e fato", como bem afirmou um historiador da Igreja Philip Schaff. As Escrituras declaram que "o pecado é a transgressão da lei" (l Jo 3.4; ARA) e que "toda iniquidade é pecado" (1 Jo 5.17). Essa declaração é geralmente conhecida como pecado de comissão, isto é, quando praticamos aquilo que não deveríamos fazer (Mt 15-3; Rm 5.14). Mas a Palavra de Deus nos ensina ainda que "aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado" (Tg 4.17). Esse pecado é chamado de omissão, pois consiste em nossa falta de ação naquilo que deveríamos fazer (Jo 9.41).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A harmatologia, é uma palavra usada no campo teológico para designar "a doutrina do pecado', incluindo seus aspectos sombrios e sua natureza destruidora, tanto aplicada no campo físico como no campo espiritual, mostrando em cada detalhe suas disposições hostis contra Deus, os seres e qualquer entidade no mundo da existência. Em sentido etimológico — a palavra 'pecado' conforme se encontra em nossas versões, vem da palavra hebraica 'hatta'th', do qual origina-se a raiz hebraica 'hata' traduzido na Septuaginta da palavra 'hamartia'. Existem algumas palavras que relatam significados semelhantes à palavra hebraica hatta'th', como também a palavra grega 'hamartia'. Estes termos são aplicados no tempo e no espaço para descrever e dar sentido a tudo aquilo que o pecado é e suas formas de expressão. Os eruditos teológicos usam várias palavras deste gênero para descrever a natureza sombria do pecado, mostrando seus aspectos e suas disposições torcidas, maléficas em sua natureza daninha e perniciosa (PEDRO, Severino, A Doutrina do Pecado,1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 13,14).

CONHEÇA MAIS
Pecado
"Do hebraico hattah; do grego hamartios; do latim peccatum. Transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus. Errar o alvo estabelecido pelo Criador ao homem: O pecado mortal é a deliberação consciente e intencional de se resistir a vontade de Deus. Não se trata de um simples pecado ou de uma transgressão ordinária; é uma rebeldia movida pelo orgulho e pelo não reconhecimento da soberania divina." Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, pp. 235,236.

#2.ORIGEM DO PECADO

1. O pecado no céu: Foi lá que tudo começou. O pecado já havia sido introduzido no universo quando Adão e Eva foram criados. Antes de acontecer na Terra, o pecado se originou no céu pelo mau uso do livre-arbítrio. Jesus disse que o Diabo peca desde o princípio (Jo 8.44). O querubim ungido foi criado perfeito em sabedoria e formosura, tinha o selo da perfeição (Ez 28.12-15), mas se rebelou contra Deus (Is 14.12-14). Foi o orgulho e a soberba que fizeram esse querubim se transformar em Satanás (1Tm 3.6). Ele foi expulso do céu com os anjos que o acompanharam em sua rebelião (2 Pe 2.4; Jd 6; Ap 12.7-9).

*Vemos a astúcia e o poder de persuasão de Satanás, ao ponto de conquistar a confiança de vários anjos, para se rebelarem contra Deus. O pecado no céu foi marcado pelo:

A) Orgulho: Orgulho é um substantivo masculino com origem no termo catalão orgull que é uma característica de alguém que tem um conceito exagerado de si próprio.

B) Soberba: Altivez; qualidade de quem é arrogante, presunçoso, prepotente e intolerante.

C) Cobiça: Ambição; desejo desmedido pelo poder, dinheiro, bens materiais, glórias etc.

D) Rebeldia: Característica de rebelde; qualidade da pessoa que não obedece ou que se opõe a uma autoridade.

E foi isso que Satanás, através do engano fez no Édem.

(Gn.3.5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. 6 E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela).

2. O pecado no Éden: Adão tinha a permissão de Deus para comer de todas as árvores do jardim, exceto da árvore da ciência do bem e do mal: "De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2.16b,17). A advertência foi clara. Quando o casal comeu do fruto proibido, eles perceberam que estavam nus e procuraram se esconder da presença de Deus (Gn 3.7,8). Era a ruptura imediata da comunhão com Deus, a morte espiritual. O próprio Deus anunciou a vinda do Redentor (Gn 3.15) e em seguida pronunciou a sentença ao casal (Gn 3.16-19) e à sua posteridade. Foi por causa dessa desobediência que o pecado entrou no mundo e, com ele, a morte (Rm 5.12). Esse desastre é conhecido como a "Queda da humanidade".

*Por mais que Satanás tivesse tentado a Eva, ele não a forçou a comer do fruto da árvore do bem e do mal, foi Eva que através de sua cobiça, tomou do fruto e o comeu, dando de comer  também a seu esposo Adão, esse acontecimento é clássico a respeito do livre-arbítreo, não vemos Satanás “forçando” Adão e Eva a comer do fruto proibido e não vemos Deus impedindo o casal de comer, foram eles que voluntariamente comeram o fruto da árvore que Deus havia proibido, sendo assim, eles eram indubitavelmente culpados diante de Deus.

3. A universalidade do pecado: A Bíblia é clara ao ensinar que herdamos a natureza pecaminosa de Adão (1Co 15.49). Isso passou a ser conhecido como "pecado original". A Bíblia não mostra como essa transmissão do pecado de Adão passou a todos os humanos, mas afirma que se trata de um fato incontestável (Rm 5.12,19). Assim, as Escrituras mostram como todos nós, homens e mulheres, estamos diante de Deus: "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). O quadro apresentado é como segue: todos se extraviaram, não há quem faça o bem (SI 14.1-5; Rm 3.10-12), por isso não há no mundo quem não peque (1Rs 8.46; Ec 7.20). A prova incontestável da universalidade do pecado é a morte (Rm 5.12). Nem mesmo os salvos em Cristo estão isentos dessa lei (1 Jo 1.8).0 pecado é um princípio real e presente na vida de todas as pessoas, desde o ventre materno (SI 51.5; 58.3). A Queda no Éden corrompeu toda a humanidade em todo o seu ser: corpo, alma e espírito, intelecto, emoção e vontade (Is 1.5, 6; 2 Co 7.1).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

O pecado no Éden, Satanás e a raça humana

Duas arvores do jardim do jardim do Éden tinham importância especial:

(1) A 'árvore da vida' provavelmente tinha por fim impedir a morte física. É relacionada com a vida perpétua, em 3.22. O povo de Deus terá acesso à árvore da vida no novo céu e na nova terra (Ap 2.7; 22.2).

(2) A árvore da ciência do bem e do mal' tinha a finalidade de testar a fé de Adão e sua obediência à sua palavra. Deus criou o ser humano como ente moral capaz de optar livremente por amar e obedecer ao seu Criador, ou desobedecer-lhe e rebelar-se contra a sua vontade.
A raça humana está ligada a Deus mediante a fé na sua palavra como a verdade absoluta. Satanás, porque sabia disso, procurou destruir a fé que Eva tinha no que Deus dissera, causando dúvidas contra a palavra divina. Satanás insinuou que Deus não estava falando sério no que dissera ao casal. Noutras palavras, a primeira mentira proposta por Satanás foi uma forma de antinominianismo, negando o castigo da morte pelo pecado e apostasia. Um dos pecados capitais da humanidade é a falta de fé na Palavra de Deus. É admitir que, de certo modo, Deus não fala sério sobre o que Ele diz da salvação, da justiça, do pecado, do julgamento e da morte. A mentira mais persistente de Satanás é que o pecado proposital e a rebelião contra Deus, sem arrependimento, não causarão, em absoluto, a separação de Deus e a condenação eterna.
Satanás, desde o principio da raça humana, tenta os seres humanos a crer que podem ser semelhantes a Deus, inclusive decidindo por contra própria o que é bom e o que é mau. Os seres humanos, na sua tentativa de serem "como Deus', abandonam o Deus onipotente e daí surge os falsos deuses. O ser humano procura, hoje, obter conhecimento moral e discernimento ético partindo de sua própria mente e desejos, e não da Palavra de Deus. Porém, só Deus tem o direito de determinar aquilo que é bom ou mau" (Bíblia de Estudo Pentecostal Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp. 34-36).

#3.A SOLUÇÃO PARA O PECADO

1. Nem tudo está perdido: A Bíblia narra a situação humana descrevendo-a como "mortos em ofensas e pecados" (Ef 2.1) e que "o salário do pecado é a morte" (Rm 6.23). Morte significa "separação". Isso começou com a Queda de Adão e continuou com a sua posteridade (Is 59.2). Mas Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, declara agora que nos "vivificou" (Ef 2.1a) e que o seu "o dom gratuito [...] é a vida eterna" (Rm 6.23b). A graça está disponível para toda a raça humana (Tt 2.11) e a salvação em Jesus pode ser encontrada em todos os lugares (At 17.30).

*Se a más notícias são: nascemos em pecado, afastados de Deus e condenados ao inferno, as boas notícias são: Deus nos amou, enviou seu único filho pra morrer por nós, todos quantos Nele crer tem seus pecados perdoados, são reconciliados com Deus, são livres da condenação do inferno e recebem gratuitamente a vida eterna.
Esse é o Evangelho de Jesus Cristo, que devemos pregar!

2. A provisão de Deus: O pecado entrou no mundo por um homem. Adão; assim também a redenção veio por um homem: "a graça de Deus, o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos" (Rm 5.15). A morte de Jesus foi expiatória, um sacrifício pelos nossos pecados que "Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue" (Rm 3.25). Expiação diz respeito ao sacrifício para purificação e ao perdão dos pecados por meio dos sacrifícios (Lv 4.35; 17.11). A propiciação é o ato que apazigua a ira divina contra o pecado, satisfazendo a santidade e a justiça de Deus. A expiação realizada pelo "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29) é um ato da graça de Deus em favor de todos os seres humanos (l Jo 2.2). Assim, o Senhor Jesus é a provisão de Deus para o pecador.
A comunhão com Deus, o perdão dos pecados, a salvação da alma, a vida eterna só são possíveis através de Jesus Cristo, rejeitar Jesus é o mesmo que rejeitar a Deus!

(Jo.3.18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus).

(Jo.14.6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim).

(At.4.12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos).

(At.16.30 E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? 31 E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa).

(1Tm.2.4 Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. 5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Lendo o Antigo Testamento e considerando séria e literalmente a sua mensagem, facilmente concluiremos que a salvação é um dos temas dominantes, e Deus, o protagonista. O tema da salvação já aparece em Gênesis 3.15, na promessa de que o Descendente — ou 'semente' — da mulher esmagará a cabeça da serpente. 'Este é o protoevangelium, o primeiro vislumbre da salvação que virá através daquEle que restaurará o homem à vida'. Javé salvava o seu povo através de juízes (Jz 2,16,18) e outros líderes, como Samuel (1 Sm 7.8) e Davi (1 Sm 19.5). Javé livrou até mesmo a Síria, inimiga de Israel, por meio de Naamã (2 Rs 5,1). Não há salvador à parte do Senhor (Is 43.11) (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 97).

CONCLUSÃO: A única esperança é o Senhor Jesus, o único que pode nos restaurar a Deus. Restaurar é restituir, e isso se aplica tanto a possessões e bens (Êx 22.14; Is 58.12; Lc 19.8) como também a pessoas (Jr 30.17). O plano de Deus é restaurar todas as coisas (At 3.21), mas Ele começou com os seres humanos. Nós estávamos perdidos, como o filho pródigo, e fomos restaurados a Deus pelo arrependimento (At 3.19; 2 Co 7.10) e pela fé em Jesus (Rm 5.1).

Por: Pb. Tiago Luis Pereira (Professor da Escola Bíblica Dominical da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – missões)

Cristais – Mg 02/08/17

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