quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Lição 1 – Parábola Uma Lição para a Vida

Lição 1 – Parábola: Uma Lição para a Vida

INTRODUÇÃO: Quando estudamos as parábolas de Jesus, com os corações abertos e dispostos a aprender como discípulos verdadeiros, em busca de sabedoria e entendimento das verdades espirituais profundas, nos deparamos com as sábias lições que Ele nos deixou para sermos bem-sucedidos em nossa vida aqui no mundo. Estudar este conteúdo, como disse Jesus aos seus primeiros discípulos, é um privilégio: "Bem-aventurados são os olhos que veem o que vós vedes, pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes e não o viram; e ouvir o que ouvis e não o ouviram" (Lc 10.23,24).
Assim, as parábolas do Senhor possuem preciosas promessas de bênçãos para todos quantos acolhem sua mensagem e se dispõem a compreender as verdades que elas ensinam.


Comentarista da Revista: Wagner Tadeu dos Santos Gaby, é Presidente da Assembleia de Deus em Curitiba; substituindo o saudoso pastor José Pimentel de Carvalho. Wagner Tadeu dos Santos Gaby é Mestre em Teologia; Mestre em Educação; Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil; Membro Fundador da Casa de Letras Emílio Conde; É advogado, Major Capelão R/1 do Exército Brasileiro e Escritor: “Manual Cívico Jurídico do Cristão” (CELUZ), “Relações Públicas e Humanas para Líderes Cristãos” (CPAD), “Teologia Sistemática Pentecostal” Tema: Angelologia (CPAD), “As Doenças do Século” (CPAD), “Planejamento e Gestão Eclesiástica” (CPAD).


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Comentário


TEXTO ÁUREO: "E sem parábolas nunca lhes falava, porém tudo declarava em particular aos seus discípulos." (Mc 4.34)

VERDADE PRÁTICA: As parábolas são uma forma instrutiva para se ensinar grandes lições, e delas podemos extrair as inspirações e os ensinamentos divinos para a vida cristã.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: (Mateus 13.10-17)

10 E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?
11 Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;
12 Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
13 Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.
14 E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis.
15 Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure.
16 Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
17 Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.

#1. O QUE É PARÁBOLA

1. Conceito: Parábola, no hebraico mashal, dependendo do contexto, refere-se a um dito profético, um provérbio, uma analogia, um enigma, um discurso, um poema, um conto, um símile. Essa palavra ocorre aproximadamente quarenta vezes no Antigo Testamento, sendo normalmente traduzida como "provérbio". A palavra grega traduzida como parábola, em o Novo Testamento, é parabolé, "por ao lado de", com o sentido de "comparar" como ilustração de alguma verdade ou ensino. Nesse sentido, torna-se um instrumento didático. Ela é usada cinquenta vezes no Novo Testamento, sendo duas para indicar uma fala figurativa (Hb 9.9; 11.19) e quarenta e oito vezes traduzida no singular ou no plural, sempre se referindo às histórias de Jesus. Em síntese, parábola significa, literalmente, "comparação", e como tal, comumente utilizada para indicar uma história breve, um exemplo esclarecedor para ilustrar uma verdade.

Para ilustrar a respeito do significado do conceito de parábola dentro do contexto; No sermão de Jesus sobre o bom pastor em (Jo.10), o evangelista João denomina-o como parábola, naquele contexto o sermão do bom pastor é uma analogia.

CONHEÇA MAIS

O que É uma Parábola?

“Normalmente definida como uma ilustração em função da ‘falácia de raiz’ de se derivar o sentido de paraballo, que significa, literalmente, ‘atirar ao lado’. Nenhuma definição se mostrará completamente eficaz, pois qualquer uma ampla o suficiente para englobar todas as formas acaba se revelando tão imprecisa a ponto de se mostrar praticamente inútil”. Para conhecer mais leia Compreendendo todas as Parábolas de Jesus, CPAD, p.32.

SUBSÍDIO ETIMOLÓGICO

"Entre as formas literárias encontradas na Bíblia, a mais conhecida, talvez, seja a parábola. O fato é especialmente verdade em se tratando das parábolas de Jesus, tais como a do bom samaritano, do filho pródigo, das dez virgens e do semeador. Porém, definir exatamente o que é uma parábola no Antigo Testamento [mashal] ou no Novo (parabole) é difícil.

 Em ambos os casos, os termos podem referir-se a um provérbio (1 Sm 24.13; Ez 18.2,3; Lc 4.23; 6.39); uma sátira (Sl 44.11; 69.11; Is 14.3,4; Hc 2.4); uma charada (5149.4; 78.2; Pv 1.6); um dito simbólico (Mc 7.14,17; Lc 5.36,38); um símile extensa ou similitude (Mt 13.33; Mc 4.30,32; Lc 15.8-10); uma parábola histórica (Mt 25.1- 13; Lc 14.16,24; 15.11-32; 16.1-8); um exemplo de parábola (Mt 18.23-25; Lc 10.29-37; 12.16-21; 16.19-31); e, até mesmo, uma alegoria (Jz 9.7-20; Ez 16.1- 5; 17.2-10; 20.49-21.5; Mc 4.3- 9,13-20; 12.1-11). Esses dois termos bíblicos possuem vasta extensão de significados, mas o sentido básico de cada um é a comparação entre duas coisas diferentes. Algo parecido com algo que não é" (STEIN, Robert H. Guia Básico de Interpretação da Bíblia, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.143).

SUBSÍDIO HERMENÊUTICO

"Parábola, do grego parabolé, significa 'colocar ao lado de', e leva a ideia de colocar uma coisa ao lado de outra com o objetivo de comparar. A parábola envolve uma contradição aparente apresentada em forma de narração, relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis, sempre com objetivo de declarar ou ilustrar uma ou várias verdades importantes" (BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica Fácil e Descomplicada. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.321).

2. Distinção entre a parábola e outras figuras de linguagem: A Bíblia Sagrada emprega várias figuras de linguagem que são necessárias para ilustrar verdades divinas e profundas. Algumas delas são o símile, o provérbio, a metáfora, a alegoria, a fábula e o tipo, e é importante não confundi-las com a parábola. É oportuno destacar que a parábola também não é um mito, tendo em vista que ele narra uma história como se fosse verdadeira, mas não adiciona nem a probabilidade e nem a verdade. Já a parábola ilustra verdades por meio de símbolos: "o campo é o mundo", "o inimigo é o Diabo", "a boa semente são os filhos do reino", etc.

Símile: Significa analogia, semelhança, comparar uma coisa semelhante ou diferente que tem características semelhantes.

(Paternidade humana x Paternidade espiritual); (Amor de mãe x Amor de Deus);                        (O pastor de ovelha x Jesus como pastor das almas)

Provérbio: Sentença ou máxima expressa em poucas palavras.

Metáfora: Figura de linguagem usada para se comparar com diversos símbolos, do reino animal e vegetal, objetos etc.

“Debaixo das minhas asas”; “Eu sou a videira verdadeira”; “Eu sou o pão da vida”; “Vós sois o sal da terra e luz do mundo”.

 Alegoria: Extrair de modo figurado, lições de coisas diferentes.                                                         

(Atleta, lutador, soldado, trabalhador, águia x Cristão);

Fábula: Narração imaginária de uma história em que seres irracionais e inanimados aparecem falando, agindo, expondo seus pensamentos e emoções, a fim de ensinar algumas verdades. 

Tipo: É a representação de pessoas ou algo espiritual por pessoas (Tipos pessoais) ou algo material (Tipos, ritos e coisas)

(Adão, Abel, Moisés, Davi são alguns tipos de Cristo).

(O altar do holocausto, o candelabro, a arca, a rocha de Horebe, o cordeiro, são tipos de Cristo).

3. Aplicação de uma parábola: Ao se dirigir aos discípulos e aos fariseus, seus adversários, Jesus adotou o método de ensino por parábolas com a finalidade de convencer aqueles e condenar estes. Em Mateus 13.10, os discípulos perguntaram a Jesus o porquê de Ele falar por parábolas. Jesus usava esse método em razão da diversidade de caráter, de nível espiritual e de percepção moral de seus ouvintes (Mt 13.13). Em Marcos 4.10-12, ao ser inquirido sobre o uso de parábolas, Jesus respondeu que as usava nos seus ensinamentos por duas razões distintas: para ilustrar a verdade para aqueles que estavam dispostos a recebê-la, e para obscurecer a verdade daqueles que a odiavam. Assim, para que a parábola seja explicada e aplicada, primeiramente é indispensável examinar sua relação com o que a precede e a segue, e descobrir, com base nisso, antes de qualquer outra coisa, a sua ideia principal.

#2. CONTEXTO SOCIAL E LITERÁRIO

1. Galileia no tempo de Jesus: A Galileia compreendia todo o território ao Norte de Samaria até ao Monte Líbano, estendendo-se de leste a oeste, entre o Mar da Galileia e o Mar Mediterrâneo e Fenícia. Situava-se nas grandes rotas comerciais que cruzavam o Oriente Próximo, e muitos estrangeiros atravessavam a área. A conservação de peixes pela salgadura e sua exportação para todos os lugares do Império Romano era a principal indústria. Era uma região muito mais próspera que a Judeia e abrigava uma grande população. 

Importante para a região era o mar da Galileia, um extenso lago de água doce, localizado ao norte da Palestina, também conhecido como mar de Tiberíades ou lago de Genesaré (Mt 4.18; Lc 5.1). Esse lago, que ficava cerca de 96 quilômetros ao norte de Jerusalém, ajudava a determinar o tipo de vida que se levava em toda a região ao derredor. As ocupações dos habitantes incluíam a agricultura, a fruticultura, a pecuária, o tingimento de tecidos, o curtume, a pesca e a fabricação de embarcações. Na Galileia, Jesus reforçou seu ensino com parábolas memoráveis, ilustrando o amor de Deus pelos pecadores, a necessidade de confiança na misericórdia de Deus, o amor que devemos ter uns aos outros, a maneira como a Palavra de Deus vem e o Reino de Deus cresce, a responsabilidade de o discípulo desenvolver seus dons e o julgamento daqueles que rejeitam o evangelho (Mt 4.23; 13.1-52).

Vemos aqui a simplicidade de Jesus, que mesmo sendo ovacionado por muitos como Mestre, pois discutia com os fariseus, escribas, saduceus e ninguém o podia resistir, mas ao mesmo tempo ensinava de maneira tão simples, que as pessoas mais humildes da sociedade podiam compreender a mensagem de Jesus.

SUBSÍDIO SOCIOLÓGICO

"A Galileia era um região muito mais próspera que a Judeia e abrigava uma grande população. Os galileus eram menosprezados pelos líderes religiosos de Jerusalém. Muitos não eram de descendência judaica, pois seus antepassados foram violentamente convertidos por Alexandre Janeu. Os galileus estavam mais estreitamente em contato com a realidade diária do Império Romano, visto que a Galileia situava-se nas grandes rotas comerciais que cruzavam o Oriente Próximo, e muitos estrangeiros atravessavam a região" (DOWLEY, Tim. Pequeno Atlas Bíblico, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.73).

2. Jerusalém no tempo de Jesus: Jerusalém é uma das mais antigas cidades do mundo. É a mais sagrada cidade da Palestina e tem existido como cidade e como capital, além de lugar sagrado, há mais de três mil anos. À época de Jesus, Jerusalém contava com uma superpopulação, sendo que a maioria das pessoas estava desesperada em decorrência da opressão do Império Romano, da miséria, da opressão aos pequenos produtores que estavam praticamente falidos, tendo de pagar elevados impostos a Roma. Nessa época, grande parte da população dependia de esmolas do Templo. Enquanto o povo comum estava vivendo em situação de extrema pobreza, padecendo por terríveis privações, os grandes produtores, os grandes comerciantes e as famílias mais abastadas estavam satisfeitas com o sistema vigente controlado pelo governo de Roma. Diante desse contexto, o povo judeu aguardava com ansiedade o Messias que viria em glória, conforme profetizado por Zacarias (Zc 14.4).

Através das parábolas, Jesus ensinou as multidões a respeito do Reino de Deus e de sua justiça amor, graça e poder, trazendo consolo, paz e esperança aos corações aflitos.

3. Contexto literário: os Evangelhos: Os quatro primeiros livros do cânon do Novo Testamento, chamados de Evangelhos, são os registros escritos das primeiras pregações das Boas Novas a respeito de Cristo. Eles constituem um tipo distinto de literatura. Não são biografias completas, pois não tentam narrar todos os fatos da carreira de Jesus; nem são apenas histórias; nem são sermões, embora incluam pregações e discursos; também não são apenas relatos de notícias. Os três primeiros Evangelhos - Mateus, Marcos e Lucas - são chamados sinóticos, termo que vem do grego synoptikos, que significa "ver junto", "ver da mesma perspectiva", "vistos de um ponto de vista comum". Os Sinóticos apresentam a vida, os ensinamentos e a significação de Jesus do mesmo ponto de vista, em contraste com o Evangelho de João, o qual se limita quase inteiramente ao que Jesus disse e fez na área de Jerusalém.

Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas registram cerca de 40 parábolas que Jesus ensinou, sendo que o evangelista Lucas registra pelo menos 14 parábolas que se encontram só no seu evangelho. Os temas são dos mais diversos, Jesus usou as parábolas para ensinar acerca de: O amor e a graça de Deus, o Reino de Deus, amor para com Deus, amor para com o próximo, ensinos para o discipulado, em relação a Israel, em relação as finanças, em relação ao futuro.

#3. COMO LER UMA PARÁBOLA

1. Entendendo a narrativa como a síntese das experiências cotidianas: Uma das questões mais importantes ao ler uma parábola é procurar entender os elementos culturais operados em cada uma delas, pois apesar de elas serem uma síntese das experiências humanas, são histórias contadas a partir de outra cultura e tempo. Torna-se impossível entender as parábolas sem vinculá-las ao seu contexto social, pois elas se referem às experiências de pessoas que viveram na época de Jesus. Para tanto, torna-se necessário identificar a conexão com as estruturas daquela sociedade. Quase um terço dos ensinamentos de Jesus foi realizado através de parábolas. Ele contou parábolas sobre a natureza (Mt 13.24-30), trabalho e salário (Lc 17.7-10), e até sobre casamentos e festas (Mt 25.1-13). Jesus não falava de forma genérica acerca da busca de Deus pelo perdido, mas sempre através de histórias de experiências cotidianas, tais como a história sobre uma mulher que perdera uma de suas dez moedas de prata, e que não descansou até encontrá-la (Lc 15.8-10).

Mediante a isso, para melhor compreensão das parábolas, é bom possuirmos livros que tratam a respeito do contexto histórico-cultural dos judeus, não podemos interpretarmos os ensinos de Jesus dentro de nossa cultura ocidental, pois se assim fizermos, corremos o risco de aplicar e ensinar de forma errônea acarretando muitos problemas de ordem teológica e social e espiritual.

2. Procurar as declarações explícitas e implícitas do agir de Deus no contexto literário: Tendo a parábola o objetivo de transmitir uma mensagem e, no caso específico, tal comunicação procede de Deus, é imperioso que o leitor procure as declarações explícitas e implícitas do agir de Deus em tal contexto literário. Somente após esse exercício é possível pensar na aplicação da parábola (Mt 15.15,16).

Para aplicarmos um ensino bíblico, faz-se necessário entendermos algumas regras da Hermenêutica (Ciência de interpretação).

A) Interpretar uma palavra na sua língua original (Hebraico e Grego), para compreender o verdadeiro significado.

Exemplo: Muitos dizem: “Estou contando isso para os irmãos, porque a Bíblia diz: Comunicai com os santos na suas necessidades”. (Rm.12.13).

A palavra comunicai, do verbo comunicar na língua grega é koinoneo que significa compartilhar, repartir, distribuir e não falar, contar, como na nossa língua (Português-Brasil). Então “comunicar com os santos”, não é contar nossos problemas aos santos, mas sim repartir o que temos com os santos atendendo suas necessidades.

B) Ler e entender o texto, a passagem bíblica, a parábola, analisando o contexto em que está inserida:
·         Pra quem está falando.
·         Qual é o assunto que está sendo tratado.
·         O porquê (causa, motivo) que está sendo falado.
·         Qual é o propósito do que está sendo falado.

C) Analisar qual a figura de linguagem das palavras: (Literal/ Simbólico/ Figurativo)

Leia (Jo.13.8-10) Pedro entende “o lavar” não como algo figurativo, mas de forma literal.

(Mt.5.29-30) Jesus não fala de forma literal, mas figurativo, ensinando a respeito de uma atitude radical.

(Mt.16.24) Tomar a cruz, é uma linguagem simbólica, de dor, sofrimento, é estar disposto a seguir a Jesus, mesmo passando por aflições e tribulações, renunciando sua vontade para fazer a vontade de Deus.

(Lc.18.24-25) Jesus não fala de forma literal, é uma figura de linguagem usada para ensinar como os ricos estão apegados pelo amor as suas riquezas.

D) Entender qual o simbolismo correto dos elementos (A parábola do semeador Mt 13.1-23)

É importante entendermos que nem todos os elementos da parábola retrata, representa algum personagem ou uma lição espiritual, pois cada parábola tem um tema central.

Por exemplo:
O juiz iníquo (Lc.18) não pode representar Deus; O adversário da viúva (Lc.18.3) não representa ninguém, a ideia está centrada na perseverança da viúva.

As bolotas (Lc.16.16) e um dos servos (Lc.16.26) não representam ninguém; A parábola quer transmitir aos ouvintes o amor, a misericórdia e a graça de Deus para com o mais vil pecador arrependido.

3. Identificar a aplicação prática da parábola: Uma vez que a maneira predileta de Jesus ensinar era através de parábolas, tais textos contêm lições profundas e de aplicação prática no campo da ética e da vida espiritual das pessoas. Por meio de suas parábolas Jesus levou aos seus ouvintes a mensagem de salvação, conclamando-os a se arrependerem e a crerem. Aos crentes, desafiava-os a colocarem a fé em prática, exortando seus seguidores à vigilância. Quando seus discípulos tinham dificuldade para entenderas parábolas, Jesus as interpretava (Mc 4.13-20). Assim, uma boa maneira de identificar a aplicação prática de uma parábola é fazer as seguintes perguntas: Para quem a parábola foi contada? Por que a parábola foi contada? Qual é a moral da parábola? Existe algum ponto culminante na parábola? Alguma interpretação é dada na passagem para a parábola?

CONCLUSÃO: Não há como perceber, nem entrar, no Reino de Deus, sem ter nascido de novo (Jo 3.3-8), por isso, a salvação da alma é parte integrante das parábolas. Você já renasceu? Já se arrependeu dos seus pecados e confiou em Jesus Cristo e em seu sacrifício pelos seus pecados? Você conhece o Rei deste Reino? Seu coração já se prostra diante deste Rei? Ou vive em rebeldia contra Ele ainda? Os verdadeiros súditos reconhecem a soberania do Rei e submetem-se a ela.

Pb.Tiago Luis Pereira – Cachoeira – Boa Esperança – Mg

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A Política na Perspectiva Bíblica



A Política na Perspectiva Bíblica

 Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme”. (Pv.29.2)

Pb.Tiago Luis Pereira – Cachoeira – Boa Esperança - Mg

1°Para iniciarmos esse tema é necessário pontuarmos alguns Sofismas Políticos.

(Sofisma: Argumento que aparenta ser lógico, mas que na realidade é errôneo ou não conclusivo).

ü Política é do Diabo:

Deus é o criador de todas as coisas, quando Deus fez o homem o ordenou que dominasse a terra e a sujeitasse, Deus governa a terra através do homem que lhe serve. (Gn.1.28); (Rm.13.1-4). A política não é do Diabo, mas sim o que existe, são políticos que servem ao Diabo, lembrando que eles não sobem ao poder por si mesmos, mas vão ao poder pelo voto do povo.

ü A política é suja:

Não é a política que é suja ou corrupta, mas sim o coração das pessoas. O poder não corrompe, o poder revela os corruptos.

ü O cristão não deve participar da política, pois somos cidadãos dos céus e não devemos nos envolver com mundo (política):

Antes de sermos cidadãos dos céus, somos cidadãos da terra. Nascemos no planeta Terra e não no céu, nascemos em um país, num estado, numa cidade, temos uma filiação, um nome, temos direitos e deveres. (Mt.22.21); (Rm.13.6-7)
Cidadão: Cidadão é todo indivíduo que convive em sociedade – grupo de pessoas que possuem relações recíprocas (colaboração mútua). Isso quer dizer que o cidadão é um habitante de uma cidade.

ü O cristão não deve se candidatar:

Porque não? Já vimos que somos cidadãos com direitos e deveres como qualquer um. Na Bíblia encontramos vários servos de Deus que foram estadistas e fizeram a diferença, José, Davi, Daniel, Ester, Neemias, Jesus Cristo, da descendência de Davi governará no milênio como rei sobre toda terra; A Terra será governada por Jesus. “E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia, um será o Senhor, e um será o seu nome” (Zc 14.9). O governo de Cristo vai alcançar todas as nações. Todos os reinos deste mundo são efêmeros, mas o reino de Cristo é eterno e vai abranger todos os países. Todos terão que se prostrar, reconhecendo o senhorio do Rei dos reis. Jerusalém será a capital espiritual e política do mundo (Is 2.1-3; 60.3).

Todavia para um cristão se candidatar a um cargo eleitoral deve observar, se é vocacionado e preparado intelectualmente, cada um de nós temos uma vocação e seremos capacitados por Deus para a cumprirmos, penso que um pastor foi vocacionado para cuidar do rebanho de Deus, a igreja (At.6.1-4); (1Pe.5.1-3) e o cuidado demanda tempo (Dirigir os trabalhos, tempo devocional com Deus: oração, estudo, e ensino da palavra, visitas aos membros, resolver assuntos da igreja como organização e etc; E da mesma forma uma autoridade para legislar bem, deve empenhar-se ao máximo em sua função, sendo assim, um pastor político, certamente não cumprirá com excelência essas duas funções.

ü O cristão que envolve em política perde a fé, porque todo político é corrupto:

Não podemos julgar um por todos, como dizer que todo pastor é ladrão, todo padre é pedófilo, todo político é corrupto e etc. Como já vimos, José, Davi, Daniel, Ester e Neemias não perderam a fé.

ü Jesus está voltando e tudo caminha para o fim:

Sim, realmente Jesus está voltando, mas e aí? Então, vamos também deixar de trabalhar, de estudar, de cumprir nossos deveres, de lutarmos pelos nossos direitos e de nos relacionarmos com as pessoas? O apóstolo Paulo escrevendo aos tessalonicenses, os advertiu que deveriam trabalhar, viverem suas vidas normalmente, aguardando a volta de Cristo, pois muitos estavam deixando de trabalhar, se omitindo da vida social. (1Tss.4.11-12)

2° A Constituição Divina das Autoridades

ü Autoridades: implica o cargo, a posição, a função e não as pessoas. Pois existem muitos políticos corruptos e causam muitos males a sociedade e alguém pode perguntar esse “fulano (a)” foi constituído por Deus? Como Deus pode constituir alguém assim?

ü Toda autoridade é constituída por Deus (Jo.19.9-1); (Rm.13.1): Todas as pessoas que exercem autoridade, são constituídas de uma forma, ou por outra, pela vontade de Deus, seja direta (Saul e Davi); (Dn.2.21/ Dn.4.34-37); E indiretamente, Deus respeita nossas escolhas e isso inclui nosso voto.

ü Porque as autoridades são constituídas por Deus:
(Rm.13.4) Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal”.

1. “Pois é serva de Deus para o seu bem”: As autoridades foram constituídas para fazerem o bem, promover ações para o bem. Existem autoridades que não praticam o mal, não é corrupto, mas também, não tem um projeto que beneficia a sociedade, as autoridades devem serem pessoas inteligentes e capacitadas para legislarem em benefício da população.

2. “Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo”: As autoridades devem ser justas, não devem agir com imparcialidade, pois todos são e devem serem iguais diante da lei.

3. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal”: As autoridades devem repugnar e punir o mal. (Rm.13.3), proteger o cidadão de bem e promover a paz na sociedade.

As autoridades serão recompensadas se fizeram o bem como também o mal.

“Não há nada encoberto diante de Deus. Deus é justo, sua justiça não falha”.

(Dn.4.37) “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba”.

Atitudes em relação as autoridades:

1. Obedecê-las: (Rm13.1-2): Só não devemos obedecer quando estas vão contra a palavra de Deus. (At.4.17-20)

2.Honrá-las: (Rm.13.7)

3.Orar, interceder por elas: (Jr.29.7); (1Tm.2.1-2)

3. Relacionamentos negativos dos eleitores com a política:

1° Os alienados: (não se envolvem, detestam, ignoram):
Esses, justificam seus votos, ou “votam” em branco ou nulo, se ocultam de seus deveres, mas querem exigirem seus direitos.

2° Os desinformados (ignorantes):
Esses. Se envolvem na política sem entendimento, para eles prevalecem o ditado: “Tanto fez, como faz.” Votam por votar, votam por obrigação, votam por indicação de outros sem conhecer o candidato, sua filosofia e suas propostas.

3° Os corruptos:
Esses não se importam com a sociedade, são egoístas e oportunistas, votam naqueles que “molham” sua mão, vendendo seus votos por um "dinheirinho" ou troca de favores, muitos eleitores não votam em um candidato por fazer bem a sociedade, mas votam naquele que os favorecem pessoalmente.

4° Os fanáticos:
Esses, defendem cegamente um partido político e seus candidatos, independente da filosofia, do caráter, dos escândalos envolvidos e das mazelas causadas na sociedade.

Mediante a isso devemos; Sermos eleitores que se posicionam nas questões políticas, estarmos informados em relação a filosofia e as propostas dos candidatos, não "vendermos" nosso voto e não sermos fanáticos, estarmos prontos para dialogar, refletir e nos retratarmos se preciso for!

4° A influência de uma pessoa que teme a Deus na política:

Segue o Esboço:

Tema: Ester, A rainha eleita por Deus.

1.O rei Assuero deu um banquete (Et.1.1-9)

2.Vasti se recusa a se apresentar (Et.1.10-12)

3.Destituição de Vasti (Et.1.13-22)

4.Temos um reino instaurado:  

#Rei (Vs.2)   #Príncipes, governadores (Vs.3)

#Sábios, conselheiros (Vs.13-14)   #Lei (Vs.8,15,19,22)

5.A busca de Assuero por uma Rainha (Et.2.1-4)

# A demanda, necessidade de preencher a vaga, o cargo.

6.As moças se apresentam (Et.2.5-11)  

# A apresentação das candidatas e candidatura de Ester

*Ester era uma moça, virgem, bela, formosa e atraente (Et.2.7)

# Preenchia os requisitos

*Ester contou com ajuda de pessoas influentes (Hegai); (Et.2.8-9)

# Tinha alianças certas

*Ester passou por 12 meses de preparação (Et.2.12)

# Preparo adequado para a função

7.Ester é escolhida como rainha (Et.2.17)  

# Ester foi Elegida, Deus deu graça a Ester e foi escolhida pelo rei Assuero

8. Essa vitória deve-se:

Por causa das pessoas: Marodoqueu, Hegai, Rei

Por causa dela (Ester): Tinha os requisitos, agiu em obediência, foi humilde, sábia (Et.2.13,15)

Por causa de Deus: Deus é onisciente, o povo de Israel passaria por uma grande aflição e para intervir na causa de seu povo, dá graça a Ester para que fosse escolhida, para que pudesse intervir pelo povo.

Deus escolhe pessoas para cumprir propósitos, José entendeu essa verdade (Gn.45.1-8)

9.Mardoqueu e Ester livrou a vida do Rei (Et.2.21-23) # As autoridades devem ser pessoas de bem, procurando a paz da sociedade, devemos orar e interceder pelas autoridades (Jr.29.7); (1Tm.2.1-3)

10.Hamã é exaltado pelo rei, pondo-o acima de todos e ordenou que todos se encurvassem e o reverenciasse. Mardoqueu porém, descumpria essa ordem, porque era judeu e só se prostrava perante o Senhor Deus de Israel, e a ira de Hamã se acendeu de modo que odiou a Mardoqueu e desejou destruir também seu povo (Et.3.1-6) e vai ao rei, mente e persuade ao rei, aprovando uma lei para a destruir o povo de Deus. (Et.3.7-12)

(Et.3.13) “E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens”.

Hamã é o exemplo de um político egoísta e perverso, que legisla em favor de seus próprios interesses.

Estamos vivendo dias difíceis, onde tem-se levantado políticos maus, corruptos e imorais que aliados a seus partidos de esquerda, querem destruir os valores judaico-cristão de nossa sociedade para implantarem sua filosofias pervertidas, deturpando valores como o sexo (ideologia de gênero), a família(Homossexualidade), a vida(aborto) e etc. Tudo isso através de leis que tramitam no congresso para serem aprovadas.

­­­­­­­11.A posição de Ester no palácio, foi crucial para influenciar neste momento tão difícil para o povo Judeu, e Mardoqueu cobra de Ester uma atitude em favor do seu povo (Et.4.8,13-14)

12.Ester pede pra jejuarem por ela, e com coragem vai ao palácio e com sabedoria fala ao rei. (Et.4.16)

13.A trama é desbaratada e Hamã é julgado. (Et.7.1-10)
Devemos pelo nosso voto elegermos pessoas para nos representarem, pessoas de bem, que temem a Deus, que tenham coragem de lutarem contra os perversos e defenderem a sociedade, a família e a vida.

14. Mardoqueu é escolhido no lugar de Hamã (Et.8.1-2)

15. Ester continua a interceder pelo povo (Et.8.3-6)

16.O rei faz uma emenda na lei, para que os judeus se defendessem (Et.8.8-11)

17.O povo obtém vitória (Et.9.1-19)

18. E Deus abençoava Mardoqueu e continuava a governar o povo de maneira justa (Et.10.1-3)

Mediante a essa história bíblica, creio que:

ü Deus está no controle de todas as coisas.

ü Deus está levantando e capacitando pessoas de bem para exercerem influência na política.

ü Deus está abatendo os políticos maus e corruptos e frustrando seus planos.

ü Deus está despertando a consciência de seu povo para este tema tão importante.

ü Deus dará vitória ao seu povo e abençoará nossa sociedade.


Pb.Tiago Luis Pereira – Cachoeira – Boa Esperança - Mg


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Assembleia de Deus - Missões- Cachoeira

                                                    Assembleia de Deus-Missões-Lavras
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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O Batismo em águas



O Batismo em águas

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. (Mt.19.20)

Uma abordagem de perguntas e respostas, analisando pontos controversos a respeito desse importante tema.

Pb.Tiago Luis Pereira – Cachoeira – Boa Esperança – Mg

1. O que é batismo:

 É uma ordenança de Cristo dada a sua igreja (Mt.28.19-20); (Mc.16.15-16). Todos que confessaram a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas de forma pessoal, devem voluntariamente confessa-lo de maneira pública, isto é através do batismo em águas.

2. O que significa a palavra batismo?:

Vem do grego “baptizo”, imersão, ato de imergir. Logo se entende que batismo deve ser feito por imersão, ou seja, mergulhar o corpo totalmente.
O Catolicismo Romano ensina e pratica o “batismo por aspersão”, essa forma está incompatível com a própria terminologia e o ensino bíblico.

3. Qual a origem batismo?

O Ato do batismo iniciou-se com João, filho de Zacarias e Isabel, e por batizar as pessoas, recebeu o “sobrenome” Batista, ou seja, João Batista (aquele que batizava).

4. Qual o propósito do batismo?

Para arrependimento de pecados:

A) A pessoa quando ouve e crê no evangelho de Jesus Cristo, chega à conclusão de que ele é um miserável pecador separado de Deus, pois Deus não se agrada daqueles que andam na carne vivendo na prática do pecado (Rm.8.8); (Gl.5.19-21). Faz-se necessário então, de maneira voluntária arrepender-se de seus pecados (arrepender, grego “metanoeo”, mudança de mente, de direção, voltar se ao contrário), ou seja, mudar o estilo de vida. (Mt.3.6); (Mc.1.3-4); (At.2.37,38,41).
É símbolo de morte e ressurreição (Rm.6.4), significando morrer para o pecado e o mundo e viver para Deus em novidade de vida(Rm.6.4,10-13); (2Co.5.17); (1Jo.3.8-10)
B) O Catolicismo Romano batiza as crianças, essa prática não é bíblica:

Não é por voluntariedade, são os pais que levam as crianças.

Como já vimos, o batismo é para arrependimento de pecados, a criança ainda não tem consciência de seu pecado, pois vive na fase da inocência, não sabe nada do que é Deus, do que é evangelho de Jesus Cristo, do que é batismo, do que é pecado sendo assim não pode arrepender-se e decidir se batizar.

C) O que dizer também de alguns “pastores” que para aumentarem sua lista de rol de membros, e de modo vaidoso dizer que “sua igreja está crescendo”, batizam pessoas que ainda estão vivendo na prática do pecado, não se importando com a vida (espiritual) das ovelhas (pessoas), mas sim com lã (dinheiro, recursos e etc.) delas.

Existem líderes que dizem que não precisa ensinar para se batizar, pois há na bíblia casos de pessoas que se batizaram logo após ouvirem o evangelho: O eunuco (At.8.26); Cornélio (At.10.1-2,47-48); Lídia (At.16.13-15); Mas não entendem o contexto, pois todos estes que foram citados eram judeus prosélitos, ou seja, já haviam se convertido ao único Deus e já desfrutavam de uma vida pia diante de Deus, lhes restavam agora, crerem que Jesus é o Messias enviado de Deus para salvar a humanidade. (Jo.17.3).

D) Devemos esclarecer que a pessoa para se batizar não deve ser perfeita, pois isso só acontecerá no céu quando recebermos um corpo glorioso, mas a pessoa deve estar trilhando o caminho da perfeição e isso inicia-se quando a pessoa arrependida de seus pecados, para de praticá-los para praticar os ensinos da Escrituras Sagradas, fazendo não mais a sua vontade da carne, mas sim a vontade de Deus.

5. O batismo Salva?

Não. O batismo não tem nenhum poder para salvar as pessoas.

A salvação é pela graça mediante a fé(crer) em Jesus Cristo (Ef.2.8); O batismo deve ser um ato externo da obra interna feita pelo Espírito Santo na pessoa, parafraseando, 
Jesus disse aos seus discípulos que as pessoas antes de se batizarem, devem conhecerem, entenderem e crerem no evangelho, para depois se batizarem e continuarem a guardar todas as coisas que Ele havia mandado(Mt.28.19-20); (Mc.16.15-16), pois o evangelho liberta, transforma e salva aquele que crê (Rm.1.16).
Resumindo a pessoa deve conhecer o evangelho, crer no evangelho, ser transformado pelo evangelho e então, de modo voluntário decidir se batizar para externar aquilo que aconteceu no seu interior (Jo.3.3-8).

A) Pode acontecer de uma pessoa se batizar, mas sem ter nascido de novo, ou seja, a pessoa foi convencida e não convertida, a pessoa “entra” pro evangelho, mas o evangelho não entra nela. Aqui temos duas classes de pessoas:

Muitas pessoas nasceram “dentro da Igreja”, em berço cristão, e em determinada idade se batizam, ou seja, se batizaram porque são filhos de crentes, mas nunca foram filhos de Deus como diz as Escrituras (Jo.1.12-13).

Outras se batizaram porque são simpatizantes do evangelho, gostam da liturgia da igreja, gostam de estar entre os cristãos, acham o pastor legal, gosta de uma pessoa que está dentro da igreja, foram alcançadas por alguma obra social da igreja ou até mesmo receberam uma bênção da parte de Deus, uma cura, restauração das finanças, do casamento e etc. Mais ainda não compreenderam a mensagem da cruz, e não nasceram de novo.

As pessoas que se batizam sem serem regeneradas, algumas coisas acontecem com elas, tais como:
ü Vivem uma religiosidade, baseada entre “fazer” e “não fazer”, e não desfrutam da alegria de terem uma comunhão íntima com Deus.

ü Vivem a julgar as pessoas e não as amam pelo que são, mas pelo que fazem.

ü Estão sempre em contendas com irmãos, se envolvendo em muitas confusões.

ü Se desviam dos caminhos do Senhor Jesus, por: Frustrações e decepções com o pastor e irmãos ficando escandalizado, se voltam com facilidade as velhas práticas do pecado, são facilmente enganados e corrompidos pelas heresias e não suportam as tribulações e aflições por causa do evangelho e o abandonam.

B) Às vezes uma pessoa crê em Jesus e se arrepende de seus pecados e morre antes do tempo de se batizar. Temos o exemplo do ladrão na cruz o próprio Jesus lhe disse: “...ainda hoje estarás comigo no paraíso.” (Lucas 23.43). Jesus garantiu-lhe a salvação por crer Nele, mesmo este não tendo tempo para se batizar. Mas a ordenança de Cristo é crer e se batizar (Mc.16.15-16). Não podemos fazer da exceção uma regra.
O ladrão da cruz representa aquelas pessoas que no leito de morte conhecem o evangelho e se arrependem de seu pecados e aceitam Jesus Cristo como Senhor e Salvador, mas não tem tempo para se batizarem, neste caso como a do ladrão na cruz, essas serão salvas! Mas se você crê em Jesus e ainda tem fôlego de vida, obedeça a palavra de Deus e se batize em nome de Jesus Cristo.


6. Como deve ser o Batismo?

Como já vimos o batismo deve ser por imersão conforme sua terminologia e deve ser feito conforme a ordenança de Jesus “batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt.28.19).

A) Muitos se discutem dizendo que não se pode batizar em tanque, mas sim em águas correntes, com o pensamento de que as águas levem os pecados, mas seja no tanque ou nas águas correntes o que nos purifica é o sangue de Jesus. (Hb.9.11-14); (1Jo.1.7).

B) A Congregação Cristã no Brasil não aceita o batismo de outras igrejas, pois dizem que a forma certa de se batizar é “Em nome de Jesus Cristo” (At.2.38); (At.19.5) valorizam mais a palavra do apóstolo Pedro e a do apóstolo Paulo do que a ordenança de Cristo (Mt.28.19). O que Pedro e Paulo fizeram, foi dar ênfase a autoridade de Jesus Cristo como Deus.

7. Se Jesus não tinha pecado porque se batizou? (Mt.3.15)


Cumprir toda a justiça: A água na Bíblia Sagrada entre outras simbologias, representa purificação, em muitas ocasiões o povo de Israel deveria purificar-se com água, (Lv.11.28/ Lv.14.1-9/ Lv.15.1-31; (Lv.16.4); (Dt.23.10-11); (Jo.2.6), em meio a esse contexto João Batista começou a batizar as pessoas para arrependimento, purificação de pecados, era um novo conceito que tinha autoridade (aprovação) de Deus, mas tinha certa resistência por parte dos escribas e fariseus (Mt.3.7); (Jo.1.19-23); (Mt.21.25-26). A respeito de João Batista, o profeta Malaquias já havia profetizado que ele prepararia o caminho do Senhor (Ml.4.5); Cristo para cumprir as Escrituras e honrar o ministério de João, se submete ao batismo de João, mesmo este não se achando digno nem de desatar as sandálias de Jesus.

a) Identificar-se com os pecadores (2Co.5.21); (1Pe.2.24)
b) Sua Morte e sepultamento (Rm.6.3-4); (Cl.2.12-13);
c) Sua ressurreição (Rm.6.9-11); (Cl 3:1);

8. É certo se batizar-se de novo?

Segundo a bíblia há um só batismo (Ef.4.1-6). Só houve um segundo batismo em (At.19.1-5) porque estes eram somente batizados no batismo de João e então se fazia necessário se batizarem conforme Jesus ordenara (Mt.28.19).
Há necessidade de se batizar novamente quando o primeiro batismo não feito segundo a palavra de Deus, como por exemplo:

ü Pessoas que foram “batizados” na igreja católica quando eram crianças, sem contar o com o “mar” de heresias que a envolve desde sua fundação.
ü Pessoas que foram “batizadas” por aspersão em outras igrejas evangélicas.
ü Pessoas que se batizaram nas seitas (Grupos sectaristas heréticos).

ü As pessoas que se batizaram conforme as Escrituras e depois se afastaram do evangelho, ao retornarem à casa do Pai não precisam se batizarem de novo, mas sim, se reconciliarem com Deus e com a igreja.

Seita e Heresia: a palavra Heresia deriva da palavra grega háiresis” que significa: "escolha", "seleção", "preferência". Daí surgiu a palavra seita, por efeito de semântica. Do ponto de vista cristão, heresia é o ato de um indivíduo ou de um grupo afastar-se do ensino da Palavra de Deus e adotar e divulgar suas próprias ideias, ou as ideias de outrem, é o abandono da verdade da palavra de Deus.

Uma seita é identificada, em geral, por aquilo que ela prega a respeito dos seguintes assuntos:
1. A Bíblia Sagrada (Bibliologia)
2. A Pessoa do Pai (Deus)e do Filho (Cristo) e do Espírito Santo                    (A Trindade, Teologia, Cristologia e Pneumatologia)
3.Pecado e Salvação (Hamartiologia e Soteriologia)
4.Anjos e Homem (Angelologia e Antropologia)
5.Igreja e o futuro (Eclesiologia e Escatologia)


9. Porque muitos que creem em Jesus não querem se batizar?

1° Não conhecem a importância do batismo segundo a Bíblia Sagrada. É uma ordenança divina. O batismo é a forma legal onde a pessoa se torna membro do corpo de Cristo tendo comunhão com Ele (At.2.40-41).

2° Não querem obedecer a liderança eclesiástica e nem os bons usos e costumes de uma determinada igreja: (At.2.42); (At.6.7). Pois é pelo batismo que a pessoa se torna membro de uma igreja denominacional e local. A igreja de Jesus Cristo é tanto como um organismo (universal e invisível) como também uma organização (local e visível), ela é a responsável pela pregação do evangelho e a ela foi dada a primeira ordenança que é o batismo, não tem como ser da igreja(corpo) de Jesus sem ser e pertencer a uma igreja local, pois é nela que desenvolve a comunhão com Deus e com os irmãos, celebrando isto na segunda ordenança de Cristo dada a sua igreja a Santa Ceia do Senhor.       (1Co.10.16-17); (1Co.11.23-34); (Ef.2.11-22)

3° Não querem ter compromisso com Deus: O batismo é o ato voluntário de uma pessoa confessar publicamente que Cristo é o seu Senhor e Salvador, prometendo-lhe amar e lhe obedecer, sendo fiel até o fim.
Muitas pessoas sabem que o batismo é coisa séria, é viver para Deus, por isso não querem se batizar, pois terão que abandonar suas práticas de pecado, amam mais seus prazeres mundanos do que a Deus.

(1Jo.2.15 “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”).

(Mt.10.37 Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.
38 E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.
39 Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á”.

(Ap.21.8 “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte”).

Os tímidos aqui são os que tem vergonha de professarem a Cristo e seu Evangelho de forma pública.

(Mt.10.32“Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.
33 Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus)”.

Pb.Tiago Luis Pereira – Cachoeira – Boa Esperança – Mg


Referências Bibliográficas
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD (Editor – Geral - Donald C. Stamps)
Bíblia de Estudo – Palavras Chaves Hebraico e Grego – CPAD
Seitas e Heresias – Raimundo de Oliveira - CPAD